sexta-feira, 30 de abril de 2010

30 de Abril

O Deus vivo fez-se ele mesmo cordeiro. Pôs-se do lado dos cordeiros, dos que são pisados e sacrificados. É precisamente assim que Ele se revela como o verdadeiro pastor: «Eu sou o bom pastor. Eu dou a minha vida pelas ovelhas», diz Jesus de si mesmo.
Não é o poder o que redime, mas o amor! Este é o distintivo de Deus: Ele mesmo é amor.
Quantas vezes desejaríamos que Deus se mostrasse mais forte! Que actuasse duramente, derrotasse o mal e criasse um mundo melhor. Todas as ideologias do poder se justificam assim, justificam a destruição de tudo o que se oponha ao progresso e à libertação da humanidade.
Nós sofremos pela paciência de Deus. E, não obstante, todos necessitamos da sua paciência. O Deus, que se fez cordeiro, diz-nos que o mundo se salva pelo Crucificado e não pelos crucificadores.
O mundo é redimido pela paciência de Deus e destruído pela impaciência dos homens.

Bento XVI
Homilia de 24 de Abril de 2005

quinta-feira, 29 de abril de 2010

29 de Abril

(O cristianismo é) A arte de viver no entretanto

Viver como cristão é viver da esperança. O que deixa tudo igual e, ao mesmo tempo, já tudo diferente.

Ainda andamos à procura de Deus
mas o temos connosco
ainda sentimos em nós as tentações
mas pertencemos a Deus
ainda temos muito que lutar
mas sabemos que o bem ganhará
ainda sofremos
mas não desesperamos

"Trazemos porém este tesouro em vasos de barro para que tão excelso poder se reconheça vir de Deus e não de nós. Em tudo somos atribulados e não esmagados; perplexos e perseguidos mas não desamparados, abatidos mas não destruídos". (Cor 4, 7-9)


...Ainda somos imperfeitos, mas ao mesmo tempo já santos. E ao contemplar a beleza desta fé, como poderia eu querer viver de outra forma? =)

quarta-feira, 28 de abril de 2010

28 de Abril

"Isto do catolicismo é para se viver, não é para se saber até porque quando chegarmos ao Céu não vai estar lá S. Pedro com um teste de cruzinhas americano e só quem passar é que vai para o Céu."
Palavras do meu catequista.

terça-feira, 27 de abril de 2010

27 de Abril

"Eu vim para dar Vida e Vida em abundância."

"Como está a nossa vida? Vivemos ou sobrevivemos? Deixemos Jesus dar-nos esta Vida em abundância.

Quantos, ainda que sendo pobres, são felizes!?

Não nos enganemos. Se há pessoas ricas que são felizes também há pessoas ricas infelizes. Se há pessoas públicas felizes, também há aquelas que são infelizes. etc

Estamos feitos para amar. Eu creio que somos felizes quando amamos, quando desejamos o melhor ao nosso próximo. Eu acredito que somos felizes quando deixamos Deus encher, e encher-nos cada vez mais. E Deus assim o quer!"

Senhor, queremos ser Teus.

PBP

26 de Abril

Os avisos "não aconselhável a menores de 18 anos" são o rótulo de coisas que, normalmente, practicamente sempre, também não são aconselháveis a maiores de 18.

Nem todas as drogas estão proibidas na nossa sociedade actual, algumas são até muito publicitadas e por moda aceites. Falo da pornografia e da adição ao sexo. São drogas tão perigosas quanto as outras. Destroem-nos por dentro, afectam a maneira como nos relacionamos com Deus, com os outros, e connosco mesmos. Estas drogas causam-nos impotência, impotência de Amarmos com A grande.

A masturbação (só o nome já de si é feio) é um flagelo que assola as nossas juventudes de uma forma aterradora. Tenham cuidado, peçam ajuda a Nossa Senhora, ajudem os vossos amigos, e não se deixem agarrar.

Santa Maria, Mãe de Pureza, rogai por nós!

sábado, 24 de abril de 2010

EDIÇÃO ESPECIAL: Encontro com o D. Carlos de Azevedo

Olá a todos!
Hoje venho fazer uma edição especial sobre o encontro de sexta-feira, 16 de Abril, do D. Carlos de Azevedo com alguns blogers. Este incidia sobre a vinda do Papa Bento XVI a Portugal.

Apesar dos meus cinco minutos de atraso, tive oportunidade de assistir à integridade da reunião, à excepção do discurso inicial do presidente da reunião, que é sempre importante.

Depois de um breve discurso do D. Carlos, com muitas passagens da Bíblia sobre S. Paulo e S. Pedro, foi-nos apresentado um documentário excelente sobre o Papa, o qual eu já procurei no YouTube mas não consigo encontrar. Dava-nos a conhecer um bocadinho da sua vida e da sua personalidade, pouco conhecida.

O momento que se seguiu foi um debate aberto entre nós, os blogers, sobre a vinda do Santo Padre e que medidas haviam de ser tomadas para que este acontecimento não passasse ao lado.

Foi muitas vezes referido o activismo nas redes sociais com um símbolo, uma frase ou um ícone. Surgiram várias ideias interessantes: falou-se numa espécie de slogan como o "Eu vou" do Rock in Rio ou fazer um making-off da organização e da presença do Papa no nosso país para que todos tivessem a oportunidade de viver estes dias como se realmente estivessem lá.

Foram também muito debatidos assuntos como a pedofilia, a homossexualidade e o facto da Igreja ser uma maioria ou não. Muitos dos blogers sentem que vivemos numa guerra constante e que há pouca defesa da nossa parte (Igreja). Na minha opinião, desviaram-se muito as atenções para assuntos que nada têm haver com a experiência dos dias 11, 12, 13 e 14 de Maio e como foi dito na reunião, "O Papa não vai resolver os problemas da sociedade portuguesa, vai apelar à verdade e alegria na fé.", não me recordo de quem o disse.

No fim do encontro o D. Carlos de Azevedo esclareceu os temas que vão ser tratados nas homilias e discursos do Santo Padre durante a sua estadia. Estes serão os 100 anos da República no aeroporto, a santidade no Terreiro do Paço, Deus e fé em Fátima e a envagelização, a Igreja e a missão no Porto. O D. Carlos de Azevedo disse que estes eram apenas uma sugestão pois também se tinha falado na verdade, beleza e caridade, entre muitos outros. O lema da vinda do Papa a Portugal vai ser "Caminhar na esperança, sabedoria e missão".

No geral, gostei muito do encontro apesar do "desvio lateral pelo lado peão", como o meu Avô diria.

24 de Abril

"Não se move a roda, sem que a parte que virou para o céu seja maior repuxo para tocar na terra, e a parte que se viu no ar erguida se veja logo da mesma terra pisada, sem outro impulso para descer, mais que com o mesmo movimento com que subiu; por isso a fortuna fez trono da sua mesma roda, porque, como na figura esférica se não conhece nela primeiro nem último lugar, nas felicidades andam sempre em confusão as venturas. Na dita com que se sobe, vai sempre entalhado o risco com que se desce. Não há estrela no céu que mais prognostique a ruína de um grande, que o levantar de sua estrela. Mais depressa se move aos afagos da grandeza que nos lisonjeia, do que aos desfavores com que a fortuna nos abate.

Quanto trabalharam os homens para subir, tantas foram as diligências que fizeram para se arruinarem; porque, como a fortuna (falo com os que não são beneméritos) não costuma subir a ninguém por seus degraus, em faltando degraus para a descida, tudo hão-de ser precipícios; e diferem muito entre si o descer e o cair. Se perguntarmos o por que caiu Roma, o maior império do Mundo, dir-nos-á seu historiador que foi porque cresceu muito; e com efeito acabou de grande, e as mesmas mãos que a edificaram, essas mesmas a desfizeram. Sem mãos se arruinou aquela estátua de Nabuco, porque a mesma grandeza não necessita de mãos, mas só de si para se arruinar. Em um monte de glória onde assistiu Cristo, se formaram estas glórias dos raios do Sol e da brancura da neve, para que, desfazendo-se a neve com o sol, se desfizessem umas glórias com outras; porque não depende a grandeza, para a ruína, mais que de si mesma, e quando falte quem as acabe, elas mesmas se consomem."

in "As Sete Propriedades da Alma"

Padre António Vieira

sexta-feira, 23 de abril de 2010

quinta-feira, 22 de abril de 2010

22 de Abril

A relação com Deus, como todas as relações, precisa de criatividade! E a quantidade de vezes que desespero na oração que parece que não dá fruto e não prospera quando na verdade bastava apenas lembrar-me de inovar...

Lista de 7 formas bizarras de rezar

1) Pegar numa passagem da Bíblia. Imaginar a cena: as personagens, os locais, o barulho, os acontecimentos. Sem tirar conclusões nem moralidades, só imaginar a história que é contada. Imaginar o que cada personagem sente. Imaginar o que Jesus sente. Colocar-me na pele de cada uma das personagens. "Ver o filme".

2) Sentar-me em frente a uma paisagem absolutamente fantástica e deixar-me absorver pela beleza dela. Tomar consciência de que é Criação de Deus e deixar que o sentimento do belo me maravilhe e tome conta de mim.

3) Pegar num livro de cânticos e cantar um cântico que eu goste mesmo com toda a minha alma. Até ficar rouca. Cantá-lo para Jesus/Deus.

4) Sentar-me numa cadeira da sala/quarto e colocar outra cadeira em posição de 45º relativamente à minha. Sentar-me numa delas e imaginar que Jesus está sentado na outra. Pensar que perguntas Ele me faria, de que falaríamos, o que eu diria.

5) Escrever uma carta a Jesus. Dizer o que me vai na alma, mesmo que me pareça pouco ou idiota. Como quem escreve poemas para a gaveta. Condição: ser completamente verdadeira no que escrevo.

6) Desenhar: a minha relação com Deus; um símbolo do que foi mais importante para mim no meu dia; o que mais me chamou a atenção.

7) Ler um poema ou um texto que eu ache fantástico e saboreá-lo. Parar numa frase que me fale especialmente naquele momento e perceber o que para mim há de Deus nela.

E estas são só sete formas de rezar... inova! ;)

quarta-feira, 21 de abril de 2010

21 de Abril

"A humanidade de Jesus abre-me uma porta para ser mais de Deus." Santo Irineu

terça-feira, 20 de abril de 2010

20 de Abril

Noutro dia um amigo meu fez um paralelismo muito interessante. D. Afonso Henriques ganhou popularidade e carinho dos portugueses por ter sido o nosso primeiro rei, e pelas inúmeras terras conquistadas. No entanto, do seu filho e sucessor Sancho I, ouve-se falar muito menos. D. Sancho fez um trabalho importantíssimo: Povoou as terras conquistadas pelo seu pai. Não faz muito sentido compará-los, nem dizer que um era melhor do que o outro. Foram missões diferentes.
Do mesmo modo podemos olhar para João Paulo II e Bento XVI. JPII seria sempre difícil de suceder, devido à sua grande popularidade.
Não me parece que as missões destes Papas sejam contrárias, muito menos que estejam um contra o outro. Ambos estão do mesmo lado. João Paulo II olha por todos nós no Céu, e Bento XVI na terra. Lado a lado.

segunda-feira, 19 de abril de 2010

19 de Abril

O trabalho é amor feito visível.

Khalil Gibran

18 de Abril

O trabalho mais secante e o estudo mais aborrecido ganham sentido se nos motivarmos da seguinte maneira: ofereço este sacrifício a Deus, acredito que este desafio que Ele me confiou é bom para mim, e principalmente fico melhor formado para servir o próximo. Pede ao Espírito Santo que te ilumine e te ajude a amar o próximo numa coisa tão abstracta. Depois disso, colhe uma dose de bom humor e outra de espírito crítico (mas construtivo), e mãos à obra. Verás que, no fim, se calhar até gostaste do que estavas a fazer.

17 de Abril

Amar é sempre uma prova de humildade. É libertarmo-nos de artefactos que pesam, e relacionarmo-nos com todo o nosso coração, directamente dirigidos ao coração do próximo. Sem mais. Deus está na essência da relação, e está também nas entrelinhas. Está em mim. E está em ti. Se quiseres. Se ousares.

sexta-feira, 16 de abril de 2010

16 de Abril

Muitos parabéns ao Santo Padre!

15 de Abril

"Quando eu era ainda um jovem Padre costumava irritar-me imenso com as interrupções que as pessoas teimavam em fazer ao meu trabalho. Até que um dia percebi que essas interrupções eram na verdade o meu trabalho."

quinta-feira, 15 de abril de 2010

14 de Abril

"Era uma vez um homem que em casa tinha pendurado em lugar de honra um estranho objecto. O neto, um dia, perguntou-lhe:
- O que é isso que tem pendurado na parede?
O avô explicou:
- Uma vez, o meu avô acompanhou-me ao parque. Era uma manhã fria de Inverno. Ele, apesar de doente do coração, seguia-me e sorria. Eu quis caminhar sobre o gele do lago e patinar. O meu avô preocupado disse-me para ter cuidado. Porém, quando me avisou, já era demasiado tarde. A camada de gelo quebrou-se e eu caí na água. Gritei. O meu avô imediatamente pegou num pau que tinha à mão e salvou-me. Eu chorava e tremia de frio. Fez-me tomar banho de água quente e mandou-me deitar. Contudo, o acontecido tinha sido demasiado emocionante para o seu coração. Um violento ataque cardíaco nessa noite tirou-lhe a vida. A minha dor foi muito grande. Corri para o lago do parque e consegui recuperar esse pau que me salvou a vida. É esse pedaço de madeira que está pendurado na parede, a recordar todos os dias que o meu avô deu a vida por mim."

terça-feira, 13 de abril de 2010

13 de Abril

"É preciso que descresça, para que Ele cresça."

S. João Batista

segunda-feira, 12 de abril de 2010

12 de Abril

11 de Abril

Não é do lado dos bons que temos que estar, porque "bons" há-os em todo o lado e sabe Deus quem eles são. Há boas pessoas a defender más ideias e pessoas más entre as ideias boas. Onde temos de estar não é do lado dos "bons", mas do lado do Bem. Sós ou acompanhados, mas pelo Bem. Quem está pelo Bem, está por Deus e está por todos, mesmo que o faça por vezes sozinho. E a Igreja, por exemplo, está pelo Bem. Hoje e sempre.

sábado, 10 de abril de 2010

10 de Abril

"Não tenhais medo! Abri, ou melhor, escancarai as portas de Cristo!"
João Paulo II

9 de Abril

Os Feitos Simples são os Mais Elogiados e Lembrados

"Duas pátrias produziram dois heróis: de Tebas saiu Hércules; de Roma saiu Catão. Foi Hércules aplauso da orbe, foi Catão enfado de Roma. A um admiraram todos, ao outro esquivaram-se os romanos. Não admite controvérsia a vantagem que levou Catão a Hércules, pois o excedeu em prudência; mas ganhou Hércules a Catão em fama. Mais de árduo e primoroso teve o assunto de Catão, pois se empenhou em sujeitar os monstros dos costumes, e Hércules os da natureza; mas teve mais de famoso o do tebano. A diferença consistiu em que Hércules empreendeu façanhas plausíveis e Catão odiosas. A plausibilidade do cargo levou a glória de Alcides (nome anterior de Hércules) aos confins do mundo, e passará ainda além deles caso se alarguem. O desaprezível do cargo circunscreveu Catão ao interior das muralhas de Roma.
Com tudo isto, preferem alguns, e não os menos judiciosos, o assunto primoroso ao mais plausível, e pode mais com eles a admiração de poucos que o aplauso de muitos, sendo vulgares. Os milagres de ignorantes apelam aos empenhos plausíveis. O árduo, o primoroso de um superior assunto poucos o percebem, embora eminentes, sendo assim raros os que nele acreditam. A facilidade do plausível permite-se a todos, vulgariza-se, e assim o aplauso tem de ordinário o mesmo que de universal. Vence a intenção de poucos a numerosidade de um vulgo inteiro. Mas a destreza é topar com os cargos plausíveis. É questão de discrição subornar a atenção comum no assunto plausível; manifesta-se a todos a eminência, e com os votos de todos se graduou a reputação.
Devem estimar-se mais os que o são mais (isto é, os assuntos mais plausíveis). É palpável a excelência em tais façanhas, e, se o for com evidência, plausível; as primorosas têm muito de metafísico, deixando a celebridade às opiniões.

Chamo cargo plausível aquele que se executa à vista de todos e ao gosto de todos, sempre com o fundamento da reputação, por excluir aqueles a quem falta tanto de crédito quanto sobra de ostentação. Vive rico de aplauso um histrião, mas perece de crédito. Ser, pois, eminente em assunto fidalgo, exposto ao teatro universal: é isso conseguir a augusta plausibilidade.

Que príncipes ocupam os catálogos da fama, se não os guerreiros? A eles se deve com propriedade o epíteto de magnos. Enchem o mundo de aplauso, os séculos de fama, os livros de proezas, porque o belicoso tem mais de plausível que o pacífico.

Entre os juízes escolhem-se os justiceiros para imortais, porque a justiça sem crueldade sempre foi mais grata ao vulgo do que a piedade remível. Nos assuntos do engenho triunfou sempre a plausibilidade. O que é suave num discurso plausível recreia a alma, lisonjeia o ouvido, já que a secura de um conceito metafísico os atormenta e enfada."

in 'O Herói'

Baltasar Gracián y Morales

quinta-feira, 8 de abril de 2010

8 de Abril

Desire from Matthew Fradd on Vimeo.

7 de Abril

"Sonha com a Justiça e com a Solidariedade, mesmo que te pareçam ideias utópicos. Lembra-te da paixão com que Jesus falava do "Reino de Deus": alimenta-te do Seu sonho de um mundo onde os homens vivem como irmãos e reconhecem em Deus o seu Pai. Lentamente, como fermento na massa, este sonho vai crescendo, mesmo por entre muitas ambiguidades. Não deixes de fazer a tua parte: a justiça e a bondade que encontraste no mundo ao nascer são os legados de outros que te precederam. Pede perdão a Deus se te deixaste levar pelo relativismo e pelo desinteresse pelo que se passa na sociedade onde vives, se não contribuis para ela pagando impostos e votando em eleições. Procura interessar-te pelas questões políticas e sociais e não só pelas tuas pequenas questões pessoais. Pergunta a ti próprio se tens práticas habituais de solidariedade para com os mais necessitados, se és capaz de abrir generosamente a tua carteira ou o cofre do teu tempo para servir voluntariamente quem ficou à margem. Não te esqueças que o mundo foi dado a todos. Se desejas ir mais longe no amor a Deus e ao próximo - e chegar mesmo a aprender com os teus próprios erros - põe-te serenamente diante de ti próprio e faz um exame de consciência de cristão. Usa de compaixão para contigo mas não descanses até sentires que a tua vida está direita no caminho do Senhor. Só isso te dará paz. Sê exigente contigo mesmo mas nunca te esqueças que tudo o que pensares ou disseres o fazes diante de Alguém que te ama tal como és ao ponto de ter dado a sua vida por ti."

in N. T. de Lemos, O Príncipe e a Lavadeira

quarta-feira, 7 de abril de 2010

6 de Abril

É possível ter crises de Fé. A Beata Madre Teresa de Calcutá assim o teve. E que mistério, sendo o instrumento de Deus que era.

Um amigo meu, outrora testemunha de Jeová, disse-me que quando se está bem consigo mesmo, não é preciso a religião. Não lhe soube como responder. Mas não concordo.

É importante dialogar e querer conhecer o Senhor. Se não fizermos por Lhe conhecer, lendo o Evangelho, lendo biografias de santos, recebendo-O na Eucarístia, então acredito que a nossa Fé, como uma flor sem água e sem sol, morre.

Queiramos a Verdade. "Senhor, que eu veja!"

Guiai-nos Senhor, pois "só tens palavras de Vida Eterna."

PBP

segunda-feira, 5 de abril de 2010

5 de Abril

Paciencia!

Nem sempre é fácil ter se paciencia. Ora no transito, ora um colega com uma conversa mais enfadonha, ora na vida.

E quanta paciencia teve Jesus para com os seus apóstolos e discipulos!? Da parte dos fariseus e respectiva rapaziada sabia bem a hipocrisia e maldade das suas questões.

Mas já os apóstolos, ainda depois de tudo o que presenciaram e ouviram, faziam com cada pergunta. Pergunto como seria se estivesse no lugar dos apóstolos?

Sinceramente, acho que poria também com cada pergunta.

Senhor Jesus, ajuda-me a ter paciencia. Evito irritações, maus humores e certamente tenho mais saude.

PBP

domingo, 4 de abril de 2010

4 de Abril

Por vezes, quando encontro um carreiro de formigas, em fila indiana, a transportar coisas de um lado para o outro, acho piada.

Pergunto como Deus olha para nós? Nós olhamos para as formigas muito cá de cima, e olhamos para AS formigas, e não para A formiga Manel ou para a formiga Maria.

E Deus, que por vezes podemos pensar que também está distante a olhar para nós, pode estar muito bem perto de cada um de nós: no nosso coração!

Somos pequenitos! Disso não tenho dúvida. Precisamos de alimentos, mas também de amor. "Não podemos fazer grandes coisas, mas pequenas coisas com muito amor." Beata Teresa de Calcutá

Mas vejam...ainda que pequenitos, somos capazes de invejas, de sermos gananciosos, desleais, de guerras, etc!

Quando assim o é, somos os mais pequenos dos mais pequenos. Miséria a nossa.

Ainda que finitos e pequenitos, podemos fazer grandes coisas quando procuramos a verdade e o bem. Sta Edith Stein disse "Quem procura a Verdade, procura Deus, ainda que não o saiba."

Confiemos em Deus, que faz maravilhas em nós se assim O deixarmos.

sexta-feira, 2 de abril de 2010

2 de Abril

Ao entrar hoje na Igreja e ao ver o sacrário vazio, apercebo-me que nem sempre reconheço o devido valor de Deus na minha vida. Dou-O por garantido, porque Ele está aqui sempre. Mas olhando para o sacrário vazio, de porta escancarada, entristeço-me e lembro-me de tudo o que Ele passou só para me salvar. Às vezes esqueço-me, mas... sem Deus, eu nada seria.

quinta-feira, 1 de abril de 2010

1 de Abril

Sempre fui cristão em primeiro lugar, e depois católico. Sou de Jesus, e depois da Igreja. Mas não são coisas separadas. Eu sou católico como consequência de ser cristão. Jesus Cristo é Deus, e a Igreja é feita de mulheres e homens que compõem o Corpo místico de Cristo. Quando digo que primeiro sou cristão e depois católico, trata-se apenas uma questão de ordem lógica das coisas, nada mais.
Nas últimas semanas, muitos ataques foram desferidos contra a Igreja Católica, grande parte deles de forma muito injusta. Mas se no meio de tanta confusão alguém já não souber o que pensar da Igreja (que é o que estes profissionais do escândalo querem), pelo menos não duvide que Deus está sempre connosco, e principalmente com cada uma das vítimas.
A Igreja é santa, o que não quer dizer que não erre como tal (é feita de homens), nem que uma ínfima minoria dos seus membros não cometa actos em tudo contrários à santidade. Mas a Igreja é santa, ou seja, conduz-nos a Deus. E Deus ama-nos como ninguém, está sempre do nosso lado, mesmo quando não estamos do lado d'Ele.
Que estes dias de mentiras sejam oportunidade de pensarmos por onde anda realmente a Verdade.

31 de Março

Quando o galo cantou, Pedro envergonhou-se e chorou. Chorou porque se arrependeu. Todo o arrependimento implica que choremos o miseráveis que fomos ao agir assim, nem que seja chorando para dentro. E depois então podemos fazer as pazes connosco, com os outros, e com Deus. A confissão sempre nos recorda que o caminho para o Céu é feito de humildade e esperança.

30 de Março

Ontem ia à procura de sítio para estacionar o carro. Estavam todos ocupados, os lugares. Mas depois de algumas voltas, reparei que um senhor ia sair. Parei o carro um pouco atrás, deixei que ele saísse, e estacionei logo nesse espaço aberto. Eis que, quando ia para abrir a porta, o senhor buzinou-me:
- Tome, este é bom - e estendeu-me o seu bilhete de parquímetro -, ainda tem alguns minutos, aproveite!
- Obrigado, muito obrigado! - agradeci. E graças ao inesperado gesto de um estranho, lembrei-me de Jesus, e o dia foi ainda mais bonito.