sábado, 27 de novembro de 2010

27 de Novembro

"Observo em nós apenas uma única coisa que nos pode dar justa razão para nos estimarmos, a saber: o uso do nosso livre-arbítrio e o domínio que temos sobre as nossas vontades. Pois as acções que dependem desse livre-arbítrio são as únicas pelas quais podemos com razão ser louvados ou censurados, e ele torna-nos de alguma forma semelhante a Deus ao fazer-nos senhores de nós mesmos, desde que por cobardia não percamos os direitos que nos dá.

Assim, creio que a verdadeira generosidade, que faz um homem estimar-se a si mesmo no mais alto grau em que pode legitimamente estimar-se, consiste somente, por uma parte, em que ele sabe que não há algo que realmente lhe pertença a não ser essa livre disposição das suas vontades, nem por que ele deva ser louvado ou censurado a não ser porque faz bom ou mau uso dela; e, por outra parte, em que ele sente em si mesmo uma firme e constante resolução de fazer bom uso dela, isto é, de nunca deixar de ter vontade para empreender e executar todas as coisas que julgar serem as melhores. Isso é seguir perfeitamente a virtude.

Nota: O latim generosus designa o homem ou animal que é de boa raça. Portanto, «generoso» é antes de tudo aquele que é de raça nobre e, no sentido figurado ou moral, aquele que demonstra grandeza de alma."

in 'As Paixões da Alma'
René Descartes

26 de Novembro

"Da sociedade e do luxo que ela engendra, nascem as artes liberais e mecânicas, o comércio, as letras, e todas essas inutilidades que fazem florescer a indústria, enriquecem e perdem os Estados. A razão desse deperecimento é muito simples. É fácil ver que, pela sua natureza, a agricultura deve ser a menos lucrativa de todas as artes, porque, sendo o seu produto de uso mais indispensável para todos os homens, o preço deve estar proporcionado às faculdades dos mais pobres. Do mesmo princípio pode-se tirar a regra de que, em geral, as artes são lucrativas na razão inversa da sua utilidade, e de que as mais necessárias, finalmente, devem tornar-se as mais negligenciadas. Por ai se vê o que se deve pensar das verdadeiras vantagens da indústria e do efeito real que resulta dos seus progressos. Tais são as causas sensíveis de todas as misérias em que a opulência precipita, finalmente, as nações mais admiradas.

À medida que a indústria e as artes se estendem e florescem, o cultivador desprezado, carregado de impostos necessários à manutenção do luxo, e condenado a passar a vida entre o trabalho e a fome, abandona o campo para ir procurar na cidade o pão que devia levar para lá. Quanto mais as capitais impressionam de admiração os olhos estúpidos do povo, tanto mais seria preciso lastimar o abandono dos campos, as terras incultas e as estradas cheias de cidadãos desgraçados transformados em mendigos ou ladrões, e destinados um dia a acabar a sua miséria pelos caminhos ou sobre um monte de esterco. É assim que o Estado se enriquece por um lado, e se enfraquece e se despovoa, por outro, e que as mais poderosas monarquias, após muitos trabalhos para se tornarem opulentas e desertas, acabam por se tornar a presa de nações pobres que sucumbem à funesta tentação de as invadir, e que são invadidas e enfraquecem por sua vez, até que elas mesmas sejam invadidas e destruídas por outras."

in 'Discurso Sobre a Origem da Desigualdade'
Jean-Jacques Rousseau

25 de Novembro

"Creio que o exagero da atitude puramente intelectual, orientando, muitas vezes, a nossa educação, em ordem exclusiva ao real e à prática, contribuiu para pôr em perigo os valores éticos. Não penso propriamente nos perigos que o progresso técnico trouxe directamente aos homens, mas antes no excesso e confusão de considerações humanas recíprocas, assentes num pensamento essencialmente orientado pelos interesses práticos que vem embotando as relações humanas.

O aperfeiçoamento moral e estético é um objectivo a que a arte, mais do que a ciência, deve dedicar os seus esforços. É certo que a compreensão do próximo é de grande importância. Essa compreensão, porém, só pode ser fecunda quando acompanhada do sentimento de que é preciso saber compartilhar a alegria e a dor. Cultivar estes importantes motores de acção é o que compete à religião, depois de libertada da superstição. Nesse sentido, a religião toma um papel importante na educação, papel este que só em casos raros e pouco sistematicamente se tem tomado em consideração.

O terrível problema magno da situação política mundial é devido em grande parte àquela falta da nossa civilização. Sem «cultura ética» , não há salvação para os homens."

in 'Como Vejo o Mundo'
Albert Einstein

terça-feira, 23 de novembro de 2010

24 de Novembro

A vocação é um chamamento para seguir o caminho que Deus tem para nós (Projecto de Deus). Não passa só pelo grande sim que vamos ter de dar, mas pelos pequenos sims que contróiem o caminho para Deus, também são vocação.

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

23 de Novembro

Conversas de Messenger:


[c=4]Rinka[/c]- Winry says:
Entao ela conta que um dia numa faculdade de Teologia alguem pergunta ao prof porque morreu Jesus naquele dia e não noutro dia qualquer
E o professor faz um grande discurso, sobre a vida, a impermanência das coisas, cita a Biblia e tal
E o aluno não percebe nada e sente-se perdido
Um dia pergunta a um sem abrigo que ele ajudava e esse responde-lhe
Cristo morreu nesse dia para poder salvar o bom ladrão
R says:

Obrigada Leonor e Manel:)!

22 de Novembro

"A doença é um estorvo para o corpo, mas não para a vontade se ela não o desejar. O ser-se coxo é um estorvo para as pernas, mas não o é para a vontade. Assim pondera todo e qualquer acidente, e chegarás à conclusão de que o acidente estorva sempre uma ou outra coisa - e que só para ti, movido de vontade, não é estorvo de espécie alguma."

in 'Manual'
Epicteto

domingo, 21 de novembro de 2010

21 de Novembro

Por mais incomodativo que possa ser para um Governo, a Religião nunca deixará de dizer aquilo em que acredita. É por isso que alguns governos conviveram mal com a religião, inclusivamente perseguindo-a, e é também por isso que a religião contribui para a liberdade social, além da libertação humana que Deus opera em nós. Tal como escreveu Alexis de Tocqueville,

A liberdade vê na religião a companheira das suas lutas e dos seus triunfos, o berço da sua infância, a fonte divina dos seus direitos. Considera-a a salvaguarda dos costumes e estes garantes das leis e da sua própria durabilidade.

Alexis de Tocqueville, in "Da Democracia na América" (1835)

sábado, 20 de novembro de 2010

20 de Novembro

UM SEGREDO DE UM CASAMENTO FELIZ

"Desde que a Maria João e eu fizemos dez anos de casados que estou para escrever sobre o casamento. Depois caí na asneira de ler uns livros profissionais sobre o casamento e percebi que eu não percebo nada sobre o casamento.

Confesso que a minha ambição era a mais louca de todas: revelar os segredos de um casamento feliz. Tendo descoberto que são desaconselháveis os conselhos que ia dar, sou forçado a avisar que, quase de certeza, só funcionam no nosso casamento.

Mas vou dá-los à mesma, porque nunca se sabe e porque todos nós somos muito mais parecidos do que gostamos de pensar.

O casamento feliz não é nem um contrato nem uma relação. Relações temos nós com toda a gente. É uma criação. É criado por duas pessoas que se amam.

O nosso casamento é um filho. É um filho inteiramente dependente de nós. Se nós nos separarmos, ele morre. Mas não deixa de ser uma terceira entidade.

Quando esse filho é amado por ambos os casados - que cuidam dele como se cuida de um filho que vai crescendo -, o casamento é feliz. Não basta que os casados se amem um ao outro. Têm também de amar o casamento que criaram.

O nosso casamento é uma cultura secreta de hábitos, métodos e sistemas de comunicação. Todos foram criados do zero, a partir do material do eu e do tu originais.

Foram concordados, são desenvolvidos, são revistos, são alterados, esquecidos e discutidos. Mas um casamento feliz com dez anos, tal como um filho de dez anos, tem uma personalidade mais rica e mais bem sustentada, expressa e divertida do que um bebé com um ano de idade.

Eu só vivo desta maneira - que é o nosso casamento - vivendo com a Maria João, da maneira como estamos um com o outro, casados. Nada é exportável. Não há bocados do nosso casamento que eu possa levar comigo, caso ele acabe.

O casamento é um filho carente que dá mais prazer do que trabalho. Dá-se de comer ao bebé mas, felizmente, o organismo do bebé é que faz o trabalho dificílimo, embora automático, de converter essa comida em saúde e crescimento.

Também o casamento precisa de ser alimentado mas faz sozinho o aproveitamento do que lhe damos. Às vezes adoece e tem de ser tratado com cuidados especiais. Às vezes os casamentos têm de ir às urgências. Mas quanto mais crescem, menos emergências há e melhor sabemos lidar com elas.

Se calhar, os casais apaixonados que têm filhos também ganhariam em pensar no primeiro filho que têm como sendo o segundo. O filho mais velho é o casamento deles. É irmão mais velho do que nasce e ajuda a tratar dele. O bebé idealmente é amado e cuidado pela mãe, pelo pai e pelo casamento feliz dos pais.

Se o primeiro filho que nasce é considerado o primeiro, pode apagar o casamento ou substitui-lo. Os pais jovens - os homens e as mulheres - têm de tomar conta de ambos os filhos. Se a mãe está a tratar do filho em carne e osso, o pai, em vez de queixar-se da falta de atenção, deve tratar do mais velho: do casamento deles, mantendo-o romântico e atencioso.

Ao contrário dos outros filhos, o primeiro nunca sai de casa, está sempre lá. Vale a pena tratar dele. Em contrapartida, ao contrário dos outros filhos, desaparece para sempre com a maior das facilidades e as mais pequenas desatenções. O casamento feliz faz parte da família e faz bem a todos os que também fazem parte dela.

Os livros que li dão a ideia de que os casamentos felizes dão muito trabalho. Mas se dão muito trabalho como é que podem ser felizes? Os livros que li vêem o casamento como uma relação entre duas pessoas em que ambas transigem e transaccionam para continuarem juntas sem serem infelizes. Que grande chatice!

Quando vemos o trabalho que os filhos pequenos dão aos pais, parece-nos muito e mal pago, porque não estamos a receber nada em troca. Só vemos a despesa: o miúdo aos berros e a mãe aflita, a desfazer-se em mimos.

É a mesma coisa com os casamentos felizes. Os pais felizes reconhecem o trabalho que os filhos dão mas, regra geral, acham que vale a pena. Isto é, que ficaram a ganhar, por muito que tenham perdido. O que recebem do filho compensa o que lhe deram. E mais: também pensam que fizeram bem ao filho. Sacrificam-se mas sentem-se recompensados.Num casamento feliz, cada um pensa que tem mais a perder do que o outro, caso o casamento desapareça. Sente que, se isso acontecer, fica sem nada. É do amor. Só perdeu o casamento deles, que eles criaram, mas sente que perdeu tudo: ela, o casamento deles e ele próprio, por já não se reconhecer sozinho, por já não saber quem é - ou querer estar com essa pessoa que ele é.

Se o casamento for pensado e vivido como uma troca vantajosa - tu dás-me isto e eu dou-te aquilo e ambos ficamos melhores do que se estivéssemos sozinhos -, até pode ser feliz, mas não é um casamento de amor.

Quando se ama, não se consegue pensar assim. E agora vem a parte em que se percebe que estes conselhos de nada valem - porque quando se ama e se é amado, é fácil ser-se feliz. É uma sorte estar-se casado com a pessoa que se ama, mesmo que ela não nos ame.

Ouvir um casado feliz a falar dos segredos de um casamento feliz é como ouvir um bilionário a explicar como é que se deve tomar conta de uma frota de aviões particulares - quantos e quais se devem comprar e quais as garrafas que se deve ter no bar, para agradar aos convidados.

Dirijo-me então às únicas pessoas que poderão aproveitar os meus conselhos: homens apaixonados pelas mulheres com quem estão casados.

E às mulheres apaixonadas pelos homens com quem estão casadas? Não tenho nada a dizer. Até porque a minha mulher continua a ser um mistério para mim. É um mistério que adoro, mas constitui uma ignorância especulativa quase total.

Assim chego ao primeiro conselho: os homens são homens e as mulheres são mulheres. A mulher pode ser muito amiga, mas não é um gajo. O marido pode ser muito amigo, mas não é uma amiga.

Nos livros profissionais, dizem que a única grande diferença entre homens e mulheres é a maneira como "lidam com o conflito": os homens evitam mais do que as mulheres. Fogem. Recolhem-se, preferem ficar calados.

Por acaso é verdade. Os livros podem ser da treta mas os homens são mais fugidios.

Em vez de lutar contra isso, o marido deve ceder a essa cobardia e recolher-se sempre que a discussão der para o torto. Não pode ser é de repente. Tem de discutir (dizê-las e ouvi-las) um bocadinho antes de fugir.

Não pode é sair de casa ou ir ter com outra pessoa. Deve ficar sozinho, calado, a fumegar e a sofrer. Ele prende-se ali para não dizer coisas más.

As más coisas ditas não se podem desdizer. Ficam ditas. São inesquecíveis. Ou, pior ainda, de se repetirem tanto, banalizam-se. Perdem força e, com essa força, perde-se muito mais.

As zangas passam porque são substituídas pela saudade. No momento da zanga, a solidão protege-nos de nós mesmos e das nossas mulheres. Mas pouco - ou muito - depois, a saudade e a solidão tornam-se insuportáveis e zangamo-nos com a própria zanga. Dantes estávamos apenas magoados. Agora continuamos magoados mas também estamos um bocadinho arrependidos e esperamos que ela também esteja um bocadinho.

Nunca podemos esconder os nossos sentimentos mas podemos esconder-nos até poder mostrá-los com gentileza e mágoa que queira mimo e não proclamação.

Consiste este segredo em esperar que o nosso amor por ela nos puxe e nos conduza. A tempestade passa, fica o orgulho mas, mesmo com o orgulho, lá aparece a saudade e a vontade de estar com ela e, sobretudo, empurrador, o tamanho do amor que lhe temos comparado com as dimensões tacanhas daquela raivinha ou mágoa. Ou comparando o que ganhamos em permanecer ali sozinhos com o que perdemos por não estar com ela.

Mas não se pode condescender ou disfarçar. Para haver respeito, temos de nos fazer respeitar. Tem de ficar tudo dito, exprimido com o devido amuo de parte a parte, até se tornar na conversa abençoada acerca de quem é que gosta menos do outro.Há conflitos irresolúveis que chegam para ginasticar qualquer casal apaixonado sem ter de inventar outros. Assim como o primeiro dever do médico é não fazer mal ao doente, o primeiro cuidado de um casamento feliz é não inventar e acrescentar conflitos desnecessários.

No dia-a-dia, é preciso haver arenas designadas onde possamos marrar uns com os outros à vontade. No nosso caso, é a cozinha. Discutimos cada garfo, cada pitada de sal, cada lugar no frigorífico com desabrida selvajaria.

Carregamos a cozinha de significados substituídos - violentos mas saudáveis e, com um bocadinho de boa vontade, irreconhecíveis. Não sabemos o que representam as cores dos pratos nas discussões que desencadeiam. Alguma coisa má - competitiva, agressiva - há-de ser. Poderíamos saber, se nos déssemos ao trabalho, mas preferimos assim.

A cozinha está encarregada de representar os nossos conflitos profundos, permanentes e, se calhar, irresolúveis. Não interessa. Ela fornece-nos uma solução superficial e temporária - mas altamente satisfatória e renovável. Passando a porta da cozinha para irmos jantar, é como se o diabo tivesse ficado lá dentro.

Outro coliseu de carnificina autorizada, que mesmo os casais que não podem um com o outro têm prazer em frequentar, é o automóvel. Aí representamos, através da comodidade dos mapas e das estradas mesmo ali aos nossos pés, as nossas brigas primais acerca das nossas autonomias, direcções e autoridades para tomar decisões que nos afectam aos dois, blá blá blá.

Vendo bem, os casamentos felizes são muito mais dramáticos, violentos, divertidos e surpreendentes do que os infelizes. Nos casamentos infelizes é que pode haver, mantidas inteligentemente as distâncias, paz e sossego no lar."


in "Jornal Público"
Miguel Esteves Cardoso

19 de Novembro

"Determinemos, agora, quais são os limites e, por assim dizer, os termos da amizade. Encontro aqui três opiniões diferentes, das quais não aprovo nenhuma: a primeira deseja que sejamos para os nossos amigos, assim como somos para nós mesmos; a segunda, que a nossa afeição por eles seja tal e qual à que eles têm por nós; a terceira, que estimemos os nossos amigos, assim como eles se estimam a si mesmos. Não posso concordar com nenhuma destas três máximas. Porque a primeira, que cada um tenha para com o seu amigo a mesma afeição e vontade que tem para si, é falsa. De facto, quantas coisas fazemos pelos nossos amigos, que jamais faríamos para nós! Rogar, suplicar a um homem que se despreza, tratar a outro com aspereza, persegui-lo com violência; coisas que em causa própria não seriam muito decentes, nos negócios dos amigos tornam-se muito honrosas. Quantas vezes um homem de bem abandona a defesa dos seus interesses e os sacrifica, em seu próprio detrimento, para servir os de seu amigo!

A segunda opinião é a que define a amizade por uma correspondência igual em amor e bons serviços. É fazer da amizade uma ideia bem limitada e mesquinha, sujeitá-la, assim, a um balanço entre a despesa e a receita. Parece-me que a verdadeira amizade é mais rica e mais generosa; não calcula com exactidão com medo de oferecer mais do que recebeu. Não se deve temer na amizade que se vá dar demais ou que se vá perder alguma coisa.

A terceira máxima é a mais perniciosa de todas: quer que se estime ao amigo tanto quanto ele se estima a si mesmo. Mas há bom número de pessoas, cuja alma tímida e desalentada não ousa aspirar a uma melhor sorte. Serão, então, os amigos obrigados a pensar como eles? Não deverão, ao contrário, esforçarem-se por encorajá-los, sugerindo esperanças e doces pensamentos? É necessário, portanto, prescrever outros limites para a amizade.

(...) Eis aqui os limites nos quais creio poder encerrar a amizade. Que os costumes dos amigos sejam sempre puros, que uma inteira comunhão de bens, de pensamentos, de vontade, exista entre eles. E mesmo se, por infelicidade, um deles necessita de auxílio do outro, em alguma empresa de justiça duvidosa, mas de onde dependa a sua vida ou a sua honra, pode-se, neste caso, desviar um pouco o caminho certo, contanto que daí não resulte a desonra. A amizade, com efeito, condescende até um certo ponto."

in 'Diálogo sobre a Amizade'
Marcus Cícero

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

18 de Novembro

Noutro dia vi uma criança da catequese com um livro infantil chamado "Jesus gosta de mim".

Achei bonito, e fez-me pensar... e pensar em tantas feridas emocionais que algumas crianças de hoje têm de passar (Desentendimentos ou discussões dos pais, abandono, vícios, abusos, negligências, etc). Reparei que provavelmente, quanto mais uma criança passar por situações terríveis destas, maior será a sua necessidade e sede de amor. Então ao ler um livro assim, e conhecer Jesus, ... que consolo!

Jesus veio para cada um de nós, não desprezando os pobres, pecadores, drogados, prostitutas, viciados, criminosos, bebedos, mas sobretudo para esses. E quanto não devem estar próximas dele as crianças filhas destes pais: Por Jesus sofrer ao lado delas.

O reconhecimento da nossa miséria suscita misericórdia. A auto-suficiência não nos dá espaço a isso.

terça-feira, 16 de novembro de 2010

17 de Novembro

O post de hoje é apenas um pedido sincero. A quem ler isto, peço por favor que reze com força e querer a Deus pelo filho pequenino de um amigo meu, que está no hospital. Sem mais a acrescentar por hoje. Muito obrigado...

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

16 de Novembro

"A Virtude Pura não Existe nos Dias de Hoje

Numa época tão doente como esta, quem se ufana de aplicar ao serviço da sociedade uma virtude genuína e pura, ou não sabe o que ela é, já que as opiniões se corrompem com os costumes (de facto, ouvi-os retratarem-na, ouvi a maior parte glorificar-se do seu comportamento e formular as suas regras: em vez de retratarem a virtude, retratam a pura injustiça e o vício, e apresentam-na assim falsificada para educação dos príncipes), ou, se o sabe, ufana-se erradamente e, diga o que disser, faz mil coisas que a sua consciência reprova. (...) Em tal aperto, a mais honrosa marca de bondade consiste em reconhecer o erro próprio e o alheio, empregar todas as forças a resistir e a obstar à inclinação para o mal, seguir contra a corrente dessa tendência, esperar e desejar que as coisas melhorem."

in 'Ensaios - Da Vaidade'
Michel de Montaigne

15 de Novembro

"Mérito e Auto-Suficiência

Só os baixos méritos podem ser enumerados. Temei, quando os vossos amigos vos disserem o que fizeste bem e narrarem tudo; mas quando permanecerem com olhares incertos e tímidos de respeito e certo descontentamento e silenciarem por muitos anos a sua opinião, podeis começar a ter confiança. Os que vivem para o futuro devem parecer egoístas aos que vivem para o presente. (...) A face que se me apresenta o carácter é a auto-suficiência. Reverencio a pessoa que é muito rica de carácter, porque não posso concebê-la solitária, ou pobre, ou exilada, ou infeliz, ou protegida, mas um eterno protetor, benfeitor e bem-aventurado. O carácter é centralidade, impossibilidade de ser deslocado ou posto à margem. Um homem deve dar-nos a ideia de massa.

A sociedade é frívola e divide o seu dia em fragmentos, a sua conversação em cerimónias e derivativos. Mas visitando um homem talentoso, considerarei perdido o meu tempo se se limitar a amabilidades e cerimónias; antes, ele deverá saber colocar-se solenemente no seu lugar e deixar-me julgar, por assim dizer, a sua resistência; saber que encontrei um valor novo e positivo! - grande deleite para nós ambos. Já é muito ele não aceitar as opiniões e usanças convencionais. Esse não-conformismo servirá de aguilhão e lembrança e qualquer pesquisador terá que ouvi-lo, em primeiro lugar. "

in 'O Carácter'
Ralph Waldo Emerson

domingo, 14 de novembro de 2010

14 de Novembro



13 de Novembro


Não tenho muito jeito para ser católica. Felizmente, parece-me que é necessária esta falta de jeito, ou auto-suficiência, para o ser. Às vezes quando penso em me por a rezar, caio na mania de uma certa "programação prévia", e depois não me sai nada, porque seriam demasiadas as coisas que devia dizer. Preciso de me lembrar que é preciso despir-me da técnica antes. E apenas expor-me, e deixar que seja Ele a rezar em mim.

sábado, 13 de novembro de 2010

12 de Novembro


Muitas vezes lembro-me de um amigo de infância que o Senhor já o chamou à Sua presença. Porque o chamou tão cedo? E porque ainda não me chamou a mim?

Penso que não devemos ter medo de ir ter com o Senhor. Aliás, se ainda estamos por aqui, é porque Ele quer-nos cá. Através do nosso ser, das nossas misérias e virtudes, Deus pode fazer a diferença e fazer maravilhas. Basta que nós deixemos que Ele actue em nós.

Deus chama-nos a ser felizes já na Terra. Não há melhor maneira de sentirmos realizados e felizes, do que estar na "Verdade". Ele é "o Caminho, a Verdade e a Vida".

Penso que o Céu é passar a eternidade com Aquele que muito nos ama. Se assim é, podemos já viver o Céu, de alguma maneira, aqui na Terra.

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

11 de Novembro

O Evangelho de ontem, Quarta-feira, falava daqueles dez leprosos que iam, a mando de Jesus, a caminho de um templo e de repente ficaram curados. Destes dez, só um voltou atrás para agradecer.

Pensava de mim para mim: porque é a gratidão (para São Lucas, pelo menos) tão importante? Porque é que não chegou para aqueles dez leprosos pedir uma cura e por-se a caminho como lhe foi mandado?

A questão aqui não é a da cura física, mas a da ingratidão destes dez homens, que deixaram de ser leprosos mas não se tornaram realmente homens, porque não deixaram que entrasse dentro de si o que de mais interior trazia esta cura exterior. Tiveram lepra e ficaram curados, mas continuaram o caminho para longe de Jesus, como se nada tivesse mudado, porque nada mudou realmente. O milagre da cura não está nestes nove, mas sim naquele outro homem que voltou atrás para agradecer a Jesus e "louvar a Deus em altos brados": porque este, sim, percebeu o quanto lhe tinha sido dado e como era ao mesmo tempo estranho e maravilhoso este milagre. E face à misericórdia e ao amor deste Homem, Jesus, como não voltar atrás e alegrar-se em alta voz? Quase que posso adivinhar que nada na vida deste homem foi jamais igual.

A gratidão é liberdade. Liberdade para amar. Liberdade para ser quem eu sou porque tudo me foi dado. Gratidão para deixar que tudo, difícil ou fácil, entre dentro de mim e seja lugar de Deus.

Obrigada.

10 de Novembro


O Homem do Saldanha morreu. Também conhecido por "o Senhor do Adeus", João dedicava o tempo a cumprimentar desconhecidos, com acenos e sorrisos. Era um verdadeiro ex libris da cidade de Lisboa, levando a alegria ao Restelo de dia e à praça do Saldanha de noite.

A simpatia do Homem do Saldanha quebrava o gelo e obrigava-nos a sair do conforto do anonimato, desta indiferença social que a cidade teima em nos impor. Diz a gente que este senhor cumprimentava os desconhecidos porque se sentia só. Podemos julgar que a sua postura no dia-a-dia era fora do normal, mas isso não quer dizer que ele não tivesse toda a razão em encarar a vida assim. Penso até que tinha. E parecia ser, acima de tudo, um homem genuíno e bondoso.

Bastantes foram os que insultaram João à noite, já com os copos, e muitos o consideraram maluco. Não sei se alguém alguma vez lhe bateu, mas não me admiro (não sei porquê, o episódio até me está a soar). Mas o "Senhor do Adeus" era inofensivo e demonstrava o seu afecto para com todo e cada desconhecido que passasse por ele, mesmo ao mais carrancudo, talvez principalmente a esse. A maioria das pessoas cumprimentava-o. Alguns ousaram falar-lhe, conhecê-lo, ser amigo. Dois amigos iam todos os Domingos com João ao cinema, e mantiveram um blog de crítica de cinema em conjunto, até ontem. A vida deste senhor dava um fado, dava e deu. Inspirou esta bela interpretação em dueto de Carlos do Carmo e Marco Rodrigues.

O Homem do Saldanha chamava-se João Manuel Serra. Morreu neste dia dez, aos 79 anos. Que descanse em paz e que Deus o acolha no Céu, onde sabemos que a solidão não existe mais. E possamos também nós aprender a ser mais "loucos", como ele foi. Como ele é.

terça-feira, 9 de novembro de 2010

9 de Novembro

"O Rabi Abraham Yeshaya Karelitz punha-se sempre de pé, solenemente, na presença de um mongolóide: se o Eterno o privou do poder de estudar a fundo a Torá, dizia ele, é porque já é assaz perfeito aos seus olhos"

Fabrice Hadjadj

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

8 de Novembro

Meu irmão da rua, envergonho-me das vezes em que te ignoro, de entre as tantas que nos cruzamos. Já soube o teu nome, mas não liguei e esqueci-me. Sou igual a ti, mas por vezes ajo como se fosse superior, e é nesses momentos que me torno miserável. Fico arrogante, encho os pulmões de ar, mas eles não aguentam muito tempo, o ar escapa-se, e eu volto a ficar a nu, como tu. Às vezes tenho um aspecto mais arranjado, e cheiro melhor porque tive a oportunidade de tomar um banho de água quente em casa, neste dia frio de Inverno. Mas de que me serve ter mais músculos, mais beleza aparente, e mais cursos universitários que tu, meu irmão... se tu vês Cristo em mim e eu nem reparo que Ele está em ti? Faltam-te pernas, mas tens as asas da liberdade e voas. Já eu, tenho as duas pernas: uma em cada grilheta. Assim que eu vir Deus em ti, talvez te preste mais atenção e aprenda algo. Pode ser que me ajudes a ser uma pessoa melhor.

Quando alguém nos pede uma coisa, não lhe estamos apenas a fazer um favor... é que, na verdade, precisamos mesmo um do outro.

7 de Novembro

Tudo faz sentido, é só uma questão de tempo, silêncio e paz para o entender. Nem tudo o que é agradável é bom. Nem tudo o que é bom se nota. E, tal como escrevia Saint-Exupéry, o essencial é invisível aos olhos.

6 de Novembro

Já não me lembro de quem era esta frase, desculpem não me lembrar, pensava que era de S. Francisco de Xavier, mas agora acho que pode ser de Santa Teresinha do Menino Jesus, ou de ainda outra santa pessoa. Se souberem, digam, que eu acrescento. Mas principalmente importa é o que a frase nos transmite e nos faz pensar. Para mim faz muito sentido:

Para Deus sobe-se descendo.

5 de Novembro

Às vezes, o estudo ou o trabalho não nos corre da melhor maneira. Ou podemos mesmo apanhar febre ou outras contradições.

Ainda assim, Deus continua a nosso lado e não nos abandona.

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

4 de Novembro

Pelo dom do Espírito caminharemos

"Fui-vos revelando estas coisas enquanto tenho permanecido convosco; mas o Paráclito, o Espírito Santo que o Pai enviará em meu nome, esse é que vos ensinará tudo, e há-de recordar-vos tudo o que Eu vos disse. " (Jo 14, 25-26)

"Tenho ainda muitas coisas a dizer-vos, mas não sois capaz de as compreender por agora. Quando Ele vier, o Espírito da Verdade, há-de guiar-vos para a Verdade completa. Ele não falará por si próprio, mas há-de dar-vos a conhecer quanto ouvir e anunciar-vos o que há-de vir. Ele há-de manifestar a minha glória, porque receberá do que é meu e vo-lo dará a conhecer. Tudo o que o Pai tem é meu; por isso é que Eu disse: 'Receberá do que é meu e vo-lo dará a conhecer'." (Jo 16, 12-15)

"Mas o fruto do Espírito é: caridade, amor, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fé, mansidão, temperança. Contra essas não há lei. E os que são de Cristo crucificaram a carne com as suas paixões e concupiscências. Se vivemos no Espírito, andemos também no Espírito." (Gálatas 5:19-26)

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

3 de Novembro

Só vale a pena ver a partir dos 2 minutos mais ou menos, mas o filme inteiro vale muito ver: "The Ultimate Gift".

terça-feira, 2 de novembro de 2010

2 de Novembro

"Eu próprio tentei, noutro tempo, ser imoralista ao jeito do diabo. Incriminava sobretudo os preceitos judeo-cristãos de serem repressivos e antiquados. Ora, um dia, ao acusar, mais uma vez, um «pequeno-burguês» de ser «moralizador», ele baixou-me a proa, não como uma réplica sublime, mas com a fé simples dos pátios de recreio: «Quem o diz é quem o é!» Que fazia eu, senão moralizar ainda mais?"

Fabrice Hadjadj

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

1 de Novembro

31 de Outubro


Algumas [pessoas] já nascem quase mortas, ou mortas de todo, mas a tal ponto carecem de imaginação que nem dão por isso e insistem em respirar como se estivessem vivas.

José Eduardo Agualusa, in "Milagrário Pessoal"

30 de Outubro

O amor, para ser amor, não pode ser passivo. O amor é activo. Nunca te esqueças disto.

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

29 de Outubro

Estudar Ler Trabalhar Dedicar-me à tarefa que me foi destinada

Olhar com
verdade Perceber o que sinto, conhecer-me, aprofundar-me
Parar para rezar sozinho em comunidade

Namorar Ser amigo Abraçar Ouvir
sem julgar

Estar atento ao que me rodeia Usufruir das coisas boas que me são dadas
Pensar
como ajudar com inteligência


(...)


Toda a minha vida já é oportunidade de missão.

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

28 de Outubro


Acaba agora o mês de Outubro, o mês dedicado às missões. Quando se fala em missão, em que é que penso? Provavelmente em África, nas missões para os países do terceiro mundo, nos locais longínquos onde há guerra e fome...

"Missão vem de 'míttere', que quer dizer 'enviar' e naturalmente, ao passivo, 'ser enviado'. Quem envia é Deus, que ao início pôs na existência tudo aquilo que maravilhosamente criou do nada para o fazer partícipe do seu ser, do seu Amor. Foi comunhão absolutamente gratuita e cheia de amor e de alegria, como a expansão de alegria e do sorriso que não se pode conter de Deus Pai. " (Frei Paolo Fappani)

Eu sou partícipe do amor de Deus, eu sou enviado... ou seja, eu já sou, desde que fui criado, missionário, feito para uma missão, para um serviço, para dar aos outros aquilo que me foi dado a mim gratuitamente com alegria e com amor - a alegria e o amor que vêm de Deus, meu Pai.

"Ele veio entre os seus mas os seus não o reconheceram; mas àqueles que o acolheram, deu-lhes a capacidade de se tornarem como Jesus, Sua Palavra nunca retirada, ainda que não entendida." (Jo 1)

"A missão hoje deve então regressar a esta maravilha terna e forte de anunciar, comunicar com as palavras e com a vida o mistério simples e profundo do amor de Deus, concretizado nesta vida humana tão árida e perturbada. Evangelizar não quer dizer conquistar, mas alegrar com boas notícias: não é imposição mas dom de quem ama e dá o que tem: a simplicidade, a misericórdia, a esperança, e aponta um caminho para a paz e a felicidade. Paz e justiça são um desafio: é possível construí-los por quem tem um coração cheio de fé e a fé é a raiz do amor.

Mas tudo isto pode parecer um sonho; e o que é mais forte e real do que o sonho? Só Deus, Aquele que Sonha! (...) Sonhar é como estar sentado sobre a última folha mais alta duma árvore com toda a descontração... imagina e experimenta...

Missão então, concretamente, o que é? É anunciar liberdade, que nasce de dentro e se manifesta por fora. É cuidar dos mais pobres [pobres em dinheiro, pobres em amor e carinho, pobres em meios para cuidar de si próprios...] com respeito. É construir o mundo justo e de paz, esquecendo-nos de nós, não porque nos obrigamos a esquecermo-nos de nós, mas porque somos nós... o evangelho torna-nos árvores que dão fruto sem esforço e dão com espontaneidade, sem se dar conta quase, os frutos que produzem pela força da vida. E tudo isto é Jesus!

Mais: Missão engloba também as missões - todas as obras que por necessidade e para serem eficazes são organizadas e cuidam do bem e da esperança de cada homem e cada mulher em cada parte do mundo.

Missão é deixar entrar o Senhor no meu coração e não fechar a porta, para que possa sair e eu saia com Ele também, e junto podermos abraçar o Mundo." (Frei Paolo Fappani)

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

27 de Outubro

"E porquê tanta demora, se já podes amar a Deus no teu coração?

Os céus são meus e a terra é minha. Os povos são meus; meus sãos os justos e os pecadores. Os anjos são meus, a mãe de Deus é minha, e minhas são todas as coisas. O próprio Deus é meu e para mim, e minhas são todas as coisas. O próprio Deus é meu e para mim, porque Cristo é meu e todo para
mim (cf 1Cor 3, 22-23). Então, que pedes e procuras alma minha? Tudo isto é teu e para ti. Não te rebaixes nem olhes às migalhas que caem da mesa do teu Pai.

Sai para fora e gloria-te na tua glória; esconde-te nela e goza, pois alcançarás o que o teu coração deseja."

S. João da Cruz

terça-feira, 26 de outubro de 2010

26 de Outubro


Avé Maria, tão pura
Virgem nunca maculada
ouvi a prece tirada
do meu peito de amargura.

Vós que sois cheia de graça
escutai minha oração,
conduzi-me pela mão
por esta vida que passa.(bis)

Bendita sois vós, Maria,
entre as mulheres da Terra
vos'alma só encerra
doce imagem d'alegria.

Ditosa Santa Maria,
Vós que sois a Mãe de Deus
e que morais lá nos céus,
rogai por nós cada dia.(bis)


(e aqui, a também belíssima versão da fadista Katia Guerreiro)

25 de Outubro


When your down and troubled
And you need a helping hand
And nothing, whoa nothing is going right.
Close your eyes and think of me
And soon I will be there
To brighten up even your darkest nights.
You just call out my name,
And you know whereever I am
I'll come running, oh yeah baby
To see you again.
Winter, spring , summer, or fall,
All you have to do is call
And I'll be there, yeah, yeah, yeah.
You've got a freind.
If the sky above you
Should turn dark and full of clouds
And that old north wind should begin to blow
Keep your head together and call my name out loud
And soon I will be knocking upon your door.
You just call out my name and you know where ever I am
I'll come running to see you again.
Winter, Spring, summer or fall
All you got to do is call
And I'll be there, yeah, yeah, yeah.
Hey, ain't it good to know that you've got a friend?
People can be so cold.
They'll hurt you and desert you.
Well they'll take your soul if you let them.
Oh yeah, but don't you let them.
You just call out my name and you know wherever I am
I'll come running to see you again.
Oh babe, don't you know that,
Winter Spring summer or fall,
Hey now, all you've got to do is call.
Lord, I'll be there, yes I will.
You've got a friend.
You've got a friend.
Ain't it good to know you've got a friend.
Ain't it good to know you've got a friend.
You've got a friend.

James Taylor - You've got a Friend

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

24 de Outubro



"Após S. Pedro ter negado Jesus, S. Pedro depará-se com Ele. Jesus não o repreende, não o condena. Pedro vê apenas a Verdade"

"O Filho do Homem amou-te e entregou-se por ti."

sábado, 23 de outubro de 2010

23 de Outubro

"Aquele que envelhece e que segue atentamente esse processo poderá observar como, apesar de as forças falharem e as potencialidades deixarem de ser as que eram, a vida pode, até bastante tarde, ano após ano e até ao fim, ainda ser capaz de aumentar e multiplicar a interminável rede das suas relações e interdependências e como, desde que a memória se mantenha desperta, nada daquilo que é transitório e já se passou se perde."

in 'Elogio da Velhice'

Hermann Hesse

22 de Outubro

"O que tomamos por virtudes muitas vezes não passa de um conjunto de acções diversas e de diversos interesses que o acaso e a nossa indústria sabem ajustar; e nem sempre é por valentia e por castidade que os homens são valentes e as mulheres castas. A virtude não iria longe se a vaidade não lhe fizesse companhia. (...) Os vícios entram na composição das virtudes como os venenos na dos remédios. A prudência mistura-os, tempera-os, e serve-se deles eficazmente contra os males da vida."

in 'Reflexões'

La Rochefoucauld

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

21 de Outubro


Se Deus é omnisciente, se sabe tudo o que eu penso, o que eu sou, o que eu desejo, o que eu não sou, também sabe o que eu preciso e o que quero pedir-lhe. Então porque é que somos encorajados a pedir nas nossas orações, com humildade, por nós e pelos outros?

Pedir muda-me: pedir a Deus ajuda aproxima-me d'Ele; pedir pelos outros aproxima-me desses outros por quem peço. É no reconhecimento de que sou fraco, insuficiente e que preciso de Deus, que subtilmente crio dentro de mim lugar a que Ele aja e me torne mais Sua; e é na oração pelos outros que tomo consciência de que somos todos irmãos e precisamos do Amor de Deus nas nossas vidas, o que me leva à aproximação a quem está ao meu lado e me abre ao amor ao próximo.

"Apenas quando abrimos mão das nossas auto-suficiências é que encontramos os braços do Criador e Sustentador de todas as coisas." (O. V. Gomes)

20 de Outubro

Passa uma geração, vem outra geração e a terra permanece sempre. Nasce o sol e põe-se o sol; depressa volta ao ponto de partida, donde volta a nascer. O vento sopra do sul, depois sopra do norte; num vaivém constante, retoma os seus caminhos. Todos os rios vão ter ao mar e o mar nunca se enche; e embora cheguem ao seu termo, jamais deixam de correr. Todas as coisas se afadigam, mais de quanto se pode explicar; o olhar não se farta de ver, nem o ouvido se cansa de ouvir. O que foi será outra vez e o que se deu voltará a acontecer: nada de novo debaixo do sol. Se de alguma coisa se disser: «Vede que isto é novidade», o certo é que já foi assim nos tempos que nos precederam. Mas nenhuma memória ficou dos tempos antigos, nem haverá lembrança dos acontecimentos futuros entre aqueles que vierem depois.

Qohélet 1, 2-11

19 de Outubro

Como é olhar com olhos de amor? É tentar olhar como Jesus olharia.

18 de Outubro

Rezar pelo bem dos outros, até quando não os conhecemos, traz-nos também coisas boas. Quando amamos somos pessoas melhores. Deus é amor, e rezar é amar.

domingo, 17 de outubro de 2010

17 de Outubro

Que a misericórdia de Deus não nos sirva de esfarrapada desculpa para não tentarmos fazer o bem.

16 de Outubro

Na minha religião pode-se:

- Sorrir, partilhar, perdoar;
- Comer gelados;
- Contemplar a natureza;
- Ser feliz
- Dar-se/Doar-se
- Fazer desenhos e cantar, ainda que se desafine
- Aprender a comprometer-se por Amor (a Deus e/ou ao próximo)
- Aprender coisas novas e ser-se cientista
- Viver (d)a Misericórdia de Jesus
- Confiar e ter a certeza que Ele está sempre connosco
- Experimentar ser-se amado
- Andar de bicicleta
- Ser mais livre ainda do que o próprio conceito de liberdade parece ser à primeira vista
- Lutar por saber Amar, quase epicamente;
- Ser-se apenas uma criança que está a ser levada ao colo pelo Pai
- Descobrir um irmão em cada recanto do mundo,
-Sair de nós mesmos,
- Agradecer
-Conhecer o rosto muito humano do próprio Deus
- Reconhecer e admitir os erros sem sermos julgados
- Remar contra a maré
-Contar com o sucessor de Pedro

etc.

(A mim, parece-me boa ideia!)

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

15 de Outubro

14 de Outubro

O pai disse-lhes então:
- Meus filhos, o mais pequenino de vós partiu sem lhe custar nada todos os vimes, enquanto os partiu um por um; e o mais velho de vós não pôde parti-los todos juntos; nem vós, todos juntos, fostes capazes de partir o feixe. Pois bem, lembrai-vos disto e do que vos vou dizer: enquanto vós todos estiverdes unidos, como irmãos que sois, ninguém zombará de vós, nem vos fará mal, ou vencerá. Mas logo que vos separeis, ou reine entre vós a desunião, facilmente sereis vencidos.
-
in "Parábola dos Sete Vimes", de Trindade Coelho (1861-1908).

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

13 de Outubro


"Deus convida-nos a transformar o mundo com uma grande ambição, mas também com uma profunda humildade.
As pessoas mais velhas podem estimulas as mais novas. As jovens gerações não são menos capazes do que as precedentes.
Comecemos esta transformação em nós próprios: deixemos Cristo ressuscitado mudar o nosso coração, deixemos o Espírito Santo levar-nos longe, para avançarmos com coragem em direcção ao futuro.
Alegremo-nos pela sede que Deus depositou em nós! Ela dá uma vitalidade renovada a toda a nossa vida. «O que tem sede que se aproxime; e o que deseja beba gratuitamente da água da vida.»"

in Carta da China (Taizé 2010)

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

12 de Outubro


"Enquanto a fé parece desaparecer em muitas sociedades, há uma espera espiritual que renasce. Precisamos de encontrar as palavras adequadas para tornar acessível aos outros a fé que nos faz viver. "

in Carta da China, Carta de Taizé 2010

terça-feira, 12 de outubro de 2010

domingo, 10 de outubro de 2010

10 de Outubro

A propósito do Evangelho deste fim de semana

"Um rapaz deixou um bilhete à mãe, com o seguinte texto:

por por o lixo todos os dias - 5 euros;
por tomar quanto do mano mais novo, quando precisaste ir ás compras - 3 euros;
por lavar a loiça - 2 euros;
e por ai adiante, até chegar a um somatório.

Quando ele chegou da escola, no dia seguinte, encontrou um envelope, cujo conteudo era o seguinte:

Querido filho
por te ter na barriga durante 9 meses - gratuito;
por te ir acudir quando choravas a meio da noite - gratuito;
por te pentear e cuidar de ti - gratuito;
por te levar ao cinema ou à escola - gratuito.

O rapaz foi ter com a mãe, rasgou o primeiro bilhete e abraçou-a.

Saibamos agradecer a Deus, que Se deu por e a nós", para que tivessemos e tenhamos Vida, para nos resgatar das cadeias do pecado.

sábado, 9 de outubro de 2010

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

8 de Outubro

Aproxima-te de uma coisa tanto quanto ela te aproxima de Deus e afasta-te de uma coisa tanto quanto ela te afasta de Deus.

7 de Outubro

A vaidade faz-nos ajudar os outros a pensar em nós, não tanto por amor ao próximo mas para nossa satisfação pessoal. A vaidade centra as questões na nossa performance e não no bem comum. O nosso ego fica no meio, e daí vêm as palavras egoísmo e egocentrismo. Ocupamos tanto espaço em nós e fora de nós, que os outros quase não cabem na nossa vida diária, nem Deus. Eis um excerto de José Eduardo Agualusa que ilustra bem como pode ser a vaidade. O centro da questão não é o próximo, nem o seu problema. O centro passei a ser "eu, eu, e eu"... e só depois de mim é que vem o outro, quem de mim precisava.

Li a folha, fingindo um espanto que não sentia:
- Falaste com mais alguém?
- Não, professor, não falei. Não tive coragem de falar com mais ninguém. Imagina como reagiria a minha chefe? Não sei o que fazer. Só o professor me pode ajudar.
- Eu?! E porquê eu?...
- Ora, o professor sabe muito bem porquê.
Claro, eu sabia porquê, mas queria ouvi-la dizer. Sou vaidoso. Sempre fui. Em jovem, padecia de um indisfarçável narcisismo. Gostava de espelhos. Os espelhos gostavam de mim. Agradava-me posar para a objectiva das máquinas fotográficas. Depois, à medida que fui envelhecendo, passei a procurar outro tipo de espelhos. O espelho de um intelectual é a sua audiência. Uma sala cheia de alunos transforma-se, para um intelectual vaidoso, num magnífico salão de espelhos. Iara viera à minha procura porque eu fora o melhor professor que tivera em toda a vida.

José Eduardo Agualusa, in "Milagrário Pessoal"

6 de Outubro

Amar é um dever mesmo quando não lhe descobrimos o prazer. Às vezes, amar dói até. Mas peço a Deus a graça de encontrar muitas vezes o prazer em amar, para além do simples dever. Porque Deus quer a nossa felicidade, amar é ser santo, e só temos razões para o fazer (ser!) com alegria.

terça-feira, 5 de outubro de 2010

5 de Outubro

Oração rezada ao largo do Tejo, em Dezembro de 2006.

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

4 de Outubro

Não importa tanto se ganhámos ou perdemos, importa é a maneira como jogámos a partida. Para o cristão, os meios são tão importantes como os fins. E para Deus, será isso o que conta... o nosso fair play ao longo do jogo da vida. As regras do jogo são dez (10) que se resumem em duas: Amar a Deus sobre todas as coisas, e amar o próximo como a mim mesmo. Como vemos, estas regras são pro-activas, desafiam-nos a agir. Ficar parado não é solução, é preciso amar. A medida do amor é amar sem medida, como dizia Santo Agostinho. Ser cristão é imitar Cristo, e imitar Jesus é ter Deus do nosso lado. Apostamos tudo no amor, e então... sim, afinal ganhámos!

3 de Outubro

No decorrer das nossas viagens, quantas vezes não nos deparámos com honestos cidadãos que afirmavam tranquilamente na paz do seu lar:

"Cada dia que passa, o número de Índios diminui. Não os combatemos pelas armas frequentemente, mas a aguardente barata que lhes vendemos mata-os em maior quantidade. Esta terra pertence-nos - acrescentavam -; ao negar-lhes a capacidade para se cultivarem, Deus destinou estes primeiros habitantes a uma inevitável destruição. Os verdadeiros proprietários deste continente são aqueles que sabem tirar partido das suas riquezas."

Contente com o seu raciocínio, o Americano dirige-se para um templo onde vai ouvir um ministro do Evangelho pregar que os homens são todos irmãos e que o Ser eterno concebeu-os a partir do mesmo molde, assim incumbindo-os do dever de se auxiliarem uns aos outros.

Alexis de Tocqueville, in "Quinze dias no deserto americano" (1831)

sábado, 2 de outubro de 2010

2 de Outubro

"Nenhuma explicação verbal poderá alguma vez substituir a contemplação. A unidade do Ser não é transmissível pelas palavras. Se eu quisesse ensinar a homens, cuja civilização o desconhecesse, o que é o amor a uma pátria ou a uma quinta, não disporia de argumento algum para os convencer. São os campos, as pastagens e o gado que constituem uma quinta. Todos e cada um deles têm como missão produzir riqueza. No entanto, há alguma coisa na quinta que escapa à análise dos seus componentes, pois existem proprietários que, por amor à sua quinta, se arruinariam para a salvar. Pelo contrário, é essa «alguma coisa» que enriquece com uma qualidade particular os componentes. Estes tornam-se gado de uma quinta, prados de uma quinta, campos de uma quinta... Assim se passa a ser homem de uma pátria, de um ofício, de uma civilização, de uma religião. Mas, para que alguém se reclame de tais Seres, convém, antes de mais, fundá-los em si próprio. E, se não existir o sentimento da pátria, nenhuma linguagem o transmitirá. O Ser de que nos reinvindicamos não o fundamos em nós senão por actos. Um Ser não pertence ao domínio da linguagem, mas dos actos. O nosso Humanismo desprezou os actos. Fracassou na sua tentativa."

in 'Piloto de Guerra'

Antoine de Saint-Exupéry

1 de Outubro

"É certo que o homem fala a si mesmo; não há um único ser racional que o não tenha experimentado. Pode-se até dizer que o mistério do Verbo nunca é mais magnífico do que quando, no interior do homem, vai do pensamento à consciência, e volta da consciência ao pensamento. (...) Diz, fala, exclama cada um consigo mesmo, sem que seja quebrado o silêncio exterior. Há um grande tumulto; tudo fala em nós, excepto a boca. As realidades da alma, por não serem visíveis e palpáveis, nem por isso deixam de ser também realidades."

in 'Os Miseráveis'

Victor Hugo

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

30 de Setembro

Humaniza ou não humaniza?

Perdemo-nos às vezes em considerações sobre o que é, para nós e para os outros, o certo e o errado, esquecendo-nos que a pergunta que realmente nos faz andar para a frente é outra: humaniza ou não humaniza? Esta é a verdadeira e última questão. Isto que quero escolher torna-me mais eu próprio, mais Pessoa humana aberta aos outros e ao que me rodeia, mais Homem (Mulher) capaz de um Amor à maneira de Jesus Cristo, o homem mais Homem que conheço?

Claro que antes desta pergunta está o conceito de 'Pessoa Humana' que eu tenho para mim - o que é que me torna Pessoa Humana/o que é ser mais Pessoa? - e em última análise, quem eu sou agora e quem eu quero ser. Mas só no discernimento progressivo de tudo isto é que posso de verdade perceber que a realidade não é a preto e branco, e que a minha vida - e a dos outros - só pode ser julgada (valorada/pesada) a partir do Amor e de um olhar que perscruta fundo e que abraça e compreende e procura perceber qual é o melhor caminho para todos.

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

29 de Setembro


Amar é perceber o que é que o outro precisa, em que medida é que o outro precisa e em que medida é que eu lho posso dar.

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

27 de Setembro

Tão certo como dois mais dois serem quatro, é o facto de Jesus nunca nos abandonar. Desta certeza nasce a confiança.
Não, tão certo como dois mais dois serem quatro, não. Mais certo ainda.

domingo, 26 de setembro de 2010

26 de Setembro

O Evangelho de hoje falava do rico e do pobre Lázaro. Lázaro morria de fome, enquanto o rico o ignorava.

O Padre apelou a termos "cuidado com a indiferença". Não vá alguém sofrer quando podemos e devemos fazer a diferença.

"Para o mal ter sucesso, é preciso que os homens de bem nada façam."

sábado, 25 de setembro de 2010

25 de Setembro

"Sejam bons administradores dos diferentes dons que receberam de Deus. Que cada um use seu próprio dom para o bem dos outros! Quem prega pregue a palavra de Deus; quem serve sirva com a força que Deus dá. Façam assim para que em tudo Deus seja louvado por meio de Jesus Cristo, a quem pertencem a glória e o poder para todo o sempre!"

Pedro 4:10-11 (Bíblia)

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

24 de Setembro

Ponhamos a jeito a Deus, para que a misericódia e a graça de Deus caia sobre nós.

Ganhemos intimidade com Ele na oração e na frequencia dos Sacramentos, que são meios de nos aproximarmos mais Dele.

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

23 de Setembro

(Do Evangelho de Terça-feira)

"Eu, o prisioneiro do Senhor, exorto-vos, pois, a que procedais de um modo digno do chamamento que recebestes; com toda a humildade e mansidão, com paciência: suportando-vos uns aos outros no amor, esforçando-vos por manter a unidade do Espírito, mediante o vínculo da paz.

Há um só Corpo e um só Espírito, assim como a vossa vocação vos chamou a uma só esperança; um só Senhor, uma só fé, um só baptismo; um só Deus e Pai de todos, que reina sobre todos, age por todos e permanece em todos. Mas, a cada um de nós foi dada a graça, segundo a medida do dom de Cristo. E foi Ele que a alguns constituiu como Apóstolos, Profetas, Evangelistas, Pastores e Mestres, em ordem a preparar os santos para uma actividade de serviço, para a construção do Corpo de Cristo, até que cheguemos todos à unidade da fé e do conhecimento do Filho de Deus, ao homem adulto, à medida completa da plenitude de Cristo." (Efésios 4, 1-7. 11-13)


... A mim, como a ti, "foi dada a graça, segundo a medida do dom de Cristo", a medida de um dom sem medida, de um amor sem limites, de uma vida levada às últimas consequências. Eu sou chamada, como tu, mas antes de ser chamada a dar de mim, já tudo me foi dado, já Deus providenciou para que nem a força, nem o amor, nem a coragem, nem todos os meios para que se faça tudo aquilo a que fui chamada faltem. De que tens medo afinal?...

Confia, com o olhar posto na beleza destas palavras que enchem o coração - "Há um só Corpo e um só Espírito, assim como a vossa vocação vos chamou a uma só esperança; um só Senhor, uma só fé, um só baptismo; um só Deus e Pai de todos, que reina sobre todos, age por todos e permanece em todos.".

Todos nós, um só... não vale a pena viver por isto? =)

22 de Setembro

"Ninguém acende uma candeia para a cobrir com um vaso ou para a esconder debaixo da cama; mas coloca-a no candelabro, para que vejam a luz aqueles que entram. Porque não há coisa oculta que não venha a manifestar-se, nem escondida que não se saiba e venha à luz. Vede, pois, como ouvis, porque àquele que tiver, ser-lhe-á dado; mas àquele que não tiver, ser-lhe-á tirado mesmo o que julga possuir."

... Cristo é a luz. Se Cristo existe e cresce em ti no oculto há-de manifestar-se e iluminar os que vivem contigo. Por isso reza e purifica o teu coração em Cristo, meditando nesse Homem que veio mostrar-te o caminho do Amor verdadeiro e depois vai e age, porque a Sua glória há-de brilhar através de ti.

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

21 de Setembro

É difícil mas enssencial saber dizer que não.

Ando a pensar nisto há muitas semanas. Para agirmos segundo Deus às vezes parece que temos de estar constantemente a recusar tentações que se atravessam no nosso caminho e perguntamo-me:
Porque é que tem de ser assim? Porque é que me sinto o mau da fita quando digo que não?
A resposta ainda não a sei totalmente, até agora consegui perceber que sempre que recusamos essas tentações estamos um bocadinho mais perto de Deus e da vida eterna.

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

20 de Setembro

Quando há tentações, há guerra dentro de nós. Eu contra outro "eu". O Bem contra o mal. Deus versus o diabo. E, perante a guerra, faz sentido encontrarmos uma estratégia ganhadora. Por isso, trago-vos hoje algumas palavras sensatas escritas no século V a.C. por um general chinês, e que nos podem ajudar nesta luta diária pela santidade.

O que é de grande importância na guerra é combater a estratégia do inimigo. (...) Conhece o inimigo e conhece-te a ti mesmo e, em cem batalhas, não correrás jamais o menor perigo.
Sun Tzu, in "A Arte da Guerra"

Quando estamos em guerra, só podemos vencer com Deus do nosso lado. Ele já deu a sua vida por nós há 2000 anos atrás, mas continua a dar-se por nós hoje e sempre. Não vamos desperdiçar a sua ajuda, pois não? É que para sermos salvos, também temos de querer ser salvos.