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domingo, 19 de dezembro de 2010

19 de Dezembro

"a virgem conceberá e dará à luz um filho e o seu nome será Emanuel"

Emanuel, que quer dizer Deus connosco. Connosco, em cada milénio, século, dia, segundo, casa, vida. De cada um, a cada instante.No concreto de cada momento nosso.

Esta semana que passou, houve um dia que precisei de uma coisa muito específica. E pedi-a a Jesus. Ao fim do dia, essa coisa não só aconteceu, como aconteceu por três vezes (por três pessoas diferentes). Deus está sempre connosco!

"Eis que Eu estarei sempre convosco, até ao fim do mundo" (Mt 28, 20)

17 de Dezembro

Hoje, na Igreja de Santo António em Lisboa, faltava o Menino Jesus. "Ainda não nasceu", fazemos de conta. Então, no Seu lugar entre Maria e José, estava uma Bíblia. A Palavra de Deus, que se cumpre sempre. O Verbo se fez Homem, e Ele habita entre nós. É isso que celebramos nestes dias.

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

2 de Dezembro

Advento - a aceitação da espera

O Advento convida-nos à conversão da nossa atitude fundamental face ao tempo. Alerta-nos para não nos gastarmos no esforço fútil de tentar vencê-lo, sacrificando constantemente a fruição do presente por um futuro sempre diferido e a que nunca chegamos. Em vez disso, pela aceitação serena da espera e a exploração da profundidade da expectativa, procura levar-nos à harmonia com o fluxo do tempo que vamos acolhendo e nunca podemos dominar. Desafia-nos a gozar do que já temos e, sem desistir dos nossos sonhos e desejos, antes pelo contrário, faz-nos perceber que não precisamos de ter imediatamente tudo o que desejamos, que a felicidade não está em transformar instantaneamente todo o desejo em realidade, mas em descobrir paulatinamente toda a espessura dos desejos mais fundos e deixar-se guiar por eles.
Esperar pelo que se deseja é oportunidade de aprofundar e purificar o desejo, de reconhecer a dimensão da falta sentida. Só valem verdadeiramente as coisas por que vale a pena esperar, mas só esperando por elas se descobre quanto valem verdadeiramente para nós. Como diz o Principezinho, “é o tempo que perdeste com a tua rosa que faz a tua rosa tão importante”. É na ausência sentida que se avalia a dimensão do desejado. Sem uma anterior convivência alargada com a necessidade, por não se ter chegado a advertir o tamanho do vazio que é preciso encher, qualquer satisfação será sempre superficial e por isso rapidamente descartada em favor da busca ávida de outra nova. Paradoxalmente, a espera, revelando-nos a dimensão da nossa indigência, é também aquilo que abre para a possibilidade de aproximação à plenitude profunda sustentadamente sentida e fruída.
A espera põe-nos em contacto mais próximo com aquilo de que precisamos mas que não depende de nós, que tem que ser aguardado. Aprender a esperar em paz é reconhecer sem ansiedade os nossos limites, a verdade da nossa realidade. A temporalidade do nosso ser é a experiência que mais imediatamente nos recorda que somos criaturas: recebemo-nos a nós mesmos e, portanto, o nosso viver, para ser conforme com a realidade que somos, tem que ser mais acolhimento e resposta que projecto e controlo.

Hermínio Rico, sj.

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

29 de Novembro

Da proposta do São João de Brito para este Advento

"Ao ouvi-lo, Jesus ficou admirado e disse àqueles que O seguiam:
- Em verdade vos digo: Não encontrei ninguém em Israel com tão grande fé. Por isso vos digo: Do Oriente e do Ocidente virão muitos sentar-se à mesa com Abraão, Isaac e Jacob, no reino dos Céus."
Evangelho Mt 8, 5-11
O dom da Fé não conhece fronteiras, não tem eleitos, nem preferidos. É gratuito, universal e profundamente transformador. Acreditar e pôr em prética a mensagem de Jesus é o caminho da felicidade. Avida vivida com fé é a mesma, mas vivida de forma muito diferente. Aproveitar este Advento para fazer a minha fé crescer através da oração e da contemplação do que é a vontade do Senhor para a minha vida pode ser profundamente fecundo.