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segunda-feira, 8 de novembro de 2010

7 de Novembro

Tudo faz sentido, é só uma questão de tempo, silêncio e paz para o entender. Nem tudo o que é agradável é bom. Nem tudo o que é bom se nota. E, tal como escrevia Saint-Exupéry, o essencial é invisível aos olhos.

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

3 de Outubro

No decorrer das nossas viagens, quantas vezes não nos deparámos com honestos cidadãos que afirmavam tranquilamente na paz do seu lar:

"Cada dia que passa, o número de Índios diminui. Não os combatemos pelas armas frequentemente, mas a aguardente barata que lhes vendemos mata-os em maior quantidade. Esta terra pertence-nos - acrescentavam -; ao negar-lhes a capacidade para se cultivarem, Deus destinou estes primeiros habitantes a uma inevitável destruição. Os verdadeiros proprietários deste continente são aqueles que sabem tirar partido das suas riquezas."

Contente com o seu raciocínio, o Americano dirige-se para um templo onde vai ouvir um ministro do Evangelho pregar que os homens são todos irmãos e que o Ser eterno concebeu-os a partir do mesmo molde, assim incumbindo-os do dever de se auxiliarem uns aos outros.

Alexis de Tocqueville, in "Quinze dias no deserto americano" (1831)

sexta-feira, 28 de maio de 2010

28 de Maio

Nunca estivémos, nem nunca iremos estar, realmente sózinhos.

segunda-feira, 3 de maio de 2010

3 de Maio


Era uma vez uma criança que numa bela tarde de sol, teve de ir à catequese. O dia estava demasiado bonito e a vontade de ficar fechada numa sala era nula. Então pensou "vou fugir e vou passar a tarde no jardim, a olhar para o verde da relva, as nuvens do céu, o brilho da água no lago com os peixinhos dourados. Vou fechar os olhos e sentir o sol e o vento bater-me na cara, e ficar apenas assim, em paz!"
Assim, enquanto saía de casa, mudou de direcção a meio do caminho. Com azar, encontrou o seu pai, que lhe perguntou onde ia. O pobre rapaz teve de lhe explicar que estava a fugir. Para grande surpresa sua, o pai decidiu "fugir" também com ele, e acompanhou-o até ao jardim. Quando estavam os dois deitados na relva, e o míudo sem perceber nada, perguntou: "Pai, afinal porque vieste comigo?"
- Olha, também gosto às vezes de fugir do meu dia-a-dia e vir apenas contemplar a Natureza! Já te ensinaram a rezar na catequese, não é?
- Sim, já sei algumas orações, e os mandamentos, e que tenho de ir à Missa aos Domingos, e que devo sempre ser obediente e além disso, desconfio que tenho de parar de mandar pastilhas elásticas para o cabelo da Mariana na aula de matemática...
- Meu filho tudo isso é verdade e está muito certo. Só que sabes, quem procura paz procura Deus também! Rezar pode ser dizer uma Avé-Maria, mas também pode ser olhar para uma paisagem bonita e sorrir agradecendo. Deus não é um conjunto de obrigações. Deus é quem mais gosta de nós no mundo, e por isso está sempre connosco! Tu hoje quiseste fugir para aqui, então eu também quis vir contigo, para estarmos aqui um bocadinho os três. É que Jesus veio também!

quinta-feira, 1 de abril de 2010

31 de Março

Quando o galo cantou, Pedro envergonhou-se e chorou. Chorou porque se arrependeu. Todo o arrependimento implica que choremos o miseráveis que fomos ao agir assim, nem que seja chorando para dentro. E depois então podemos fazer as pazes connosco, com os outros, e com Deus. A confissão sempre nos recorda que o caminho para o Céu é feito de humildade e esperança.

domingo, 21 de fevereiro de 2010

21 de Fevereiro

Querido Pai,
Sei que olhas pela boa gente da Madeira.
Peço-te que recebas os mortos na tua infinita misericórdia.
Peço-te esperança para os que lá ficaram, ânimo, e confiança em ti.
Que saibam encontrar sentido na dor.
Que a vida vença a morte, como sempre, desde que te deste por nós.
Peço-te pelas madeirenses e pelos madeirenses.
O consolo no amor de Cristo.
Amen.