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segunda-feira, 4 de outubro de 2010

3 de Outubro

No decorrer das nossas viagens, quantas vezes não nos deparámos com honestos cidadãos que afirmavam tranquilamente na paz do seu lar:

"Cada dia que passa, o número de Índios diminui. Não os combatemos pelas armas frequentemente, mas a aguardente barata que lhes vendemos mata-os em maior quantidade. Esta terra pertence-nos - acrescentavam -; ao negar-lhes a capacidade para se cultivarem, Deus destinou estes primeiros habitantes a uma inevitável destruição. Os verdadeiros proprietários deste continente são aqueles que sabem tirar partido das suas riquezas."

Contente com o seu raciocínio, o Americano dirige-se para um templo onde vai ouvir um ministro do Evangelho pregar que os homens são todos irmãos e que o Ser eterno concebeu-os a partir do mesmo molde, assim incumbindo-os do dever de se auxiliarem uns aos outros.

Alexis de Tocqueville, in "Quinze dias no deserto americano" (1831)

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

2 de Setembro

"A inteligência só tem valor quando ao serviço do amor."
Antoine Saint-Exupéry

Esta é uma das frases escritas nas paredes do Centro Académico Edith Stein, no 6º andar da Paróquia de Arroios, onde costumo estudar.

Que neste novo ano académico que agora vai começar, ou para aqueles que regressam ao trabalho, saibamos ter Deus Nosso Senhor presente na nossa vida, incluindo no trabalho.

"Podemos e devemos oferecer o nosso trabalho a Deus." São JoseMaria Escrivá

terça-feira, 1 de junho de 2010

31 de Maio

Será que as obrigações são uma coisa chata?
Podem ser ou não. Geralmente são parte das consequências quando assumimos um compromisso, seja ele qual for.
Antigamente talvez se falasse mais em compromisso porque as coisas não eram descartáveis. Nem as pessoas. Nem os valores.
Hoje tudo é descartável: As coisas, as pessoas, os valores. Às vezes até a própria religião.
Assumir um compromisso pode ser difícil, mas desconfio que seja a única maneira de realmente nos movermos por alguma coisa. Sem isto, a nossa vontade fica igual a um tronco no mar, a ir com as correntes e os ventos de cá para lá.

Mais vale fazer desse tronco um barco em que se reme, umas vezes mais facilmente a favor da corrente, outras de modo mais cansativo e exigente a combater ventos, e se necessário, tempestades. No fim, valeu a pena, e as obrigações cumpridas não deixaram arrependimento: Tornaram real o compromisso.

segunda-feira, 24 de maio de 2010

24 de Maio


O PPP feito outra vez pelos seus leitores!:


Parábola dos talentos (Lc 19,12-27) - 14«Será também como um homem que, ao partir para fora, chamou os servos e confiou-lhes os seus bens. 15A um deu cinco talentos, a outro dois e a outro um, a cada qual conforme a sua capacidade; e depois partiu.
16Aquele que recebeu cinco talentos negociou com eles e ganhou outros cinco. 17Da mesma forma, aquele que recebeu dois ganhou outros dois. 18Mas aquele que apenas recebeu um foi fazer um buraco na terra e escondeu o dinheiro do seu senhor.
19Passado muito tempo, voltou o senhor daqueles servos e pediu-lhes contas. 20Aquele que tinha recebido cinco talentos aproximou-se e entregou-lhe outros cinco, dizendo: 'Senhor, confiaste-me cinco talentos; aqui estão outros cinco que eu ganhei.' 21O senhor disse-lhe: 'Muito bem, servo bom e fiel, foste fiel em coisas de pouca monta, muito te confiarei. Entra no gozo do teu senhor.'
22Veio, em seguida, o que tinha recebido dois talentos: 'Senhor, disse ele, confiaste-me dois talentos; aqui estão outros dois que eu ganhei.' 23O senhor disse-lhe: 'Muito bem, servo bom e fiel, foste fiel em coisas de pouca monta, muito te confiarei. Entra no gozo do teu senhor.'
24Veio, finalmente, o que tinha recebido um só talento: 'Senhor, disse ele, sempre te conheci como homem duro, que ceifas onde não semeaste e recolhes onde não espalhaste. 25Por isso, com medo, fui esconder o teu talento na terra. Aqui está o que te pertence.' 26O senhor respondeu-lhe: 'Servo mau e preguiçoso! Sabias que eu ceifo onde não semeei e recolho onde não espalhei. 27Pois bem, devias ter levado o meu dinheiro aos banqueiros e, no meu regresso, teria levantado o meu dinheiro com juros.' 28'Tirai-lhe, pois, o talento, e dai-o ao que tem dez talentos. 29
*Porque ao que tem será dado e terá em abundância; mas, ao que não tem, até o que tem lhe será tirado. 30*A esse servo inútil, lançai-o nas trevas exteriores; ali haverá choro e ranger de dentes.'»

Nesta passagem do Evangelho de São Lucas, tomamos em atenção uma Parábola de Jesus Cristo, em que, nos é relatada a forma como um Senhor distribui, parte da, riqueza que dispõe para os seus servos, confiando-lhes para que façam a melhor gestão da mesma.

De que maneira pode o leitor interpretar esta passagem de forma a iluminar a sua vida?

Diz-nos o Catecismo da Igreja Católica: (...) “cada homem é constituído "herdeiro", recebe "talentos" que enriquecem sua identidade e com os quais deve produzir frutos”

Ou seja, cada um recebe “talentos”. Mas quais?

Não são só as riquezas monetárias (embora também essas sejam importantes no que respeita a caridade) mas também a educação, a família, os amigos e tudo o resto.

Nesta altura tão importante, para a maioria dos leitores (que acredito que seja estudante) é importante reflectir sobre esta passagem e perceber que tudo o que aprendemos na escola, na universidade, ou mesmo no trabalho, são também “talentos” que têm que ser postos a render ao serviço dos demais.

E tu? Como pões a render os teus.

P.S. Gostaria de agradecer à Rosário ter-me pedido o texto, gostei da experiência, cumprimentos a ela e aos demais bloggers.

P.S 2. Vimos há umas horas o exemplo de como não se põem os talentos a render, se tivessem sido postos correctamente, Portugal não teria empatado com Cabo Verde :)


Manel

segunda-feira, 19 de abril de 2010

19 de Abril

O trabalho é amor feito visível.

Khalil Gibran

18 de Abril

O trabalho mais secante e o estudo mais aborrecido ganham sentido se nos motivarmos da seguinte maneira: ofereço este sacrifício a Deus, acredito que este desafio que Ele me confiou é bom para mim, e principalmente fico melhor formado para servir o próximo. Pede ao Espírito Santo que te ilumine e te ajude a amar o próximo numa coisa tão abstracta. Depois disso, colhe uma dose de bom humor e outra de espírito crítico (mas construtivo), e mãos à obra. Verás que, no fim, se calhar até gostaste do que estavas a fazer.