sábado, 27 de fevereiro de 2010

27 de Janeiro

"Para a frente, aconteça o que acontecer! Bem agarrado ao braço do Senhor, considera que Deus não perde batalhas. Se te afastas d'Ele por qualquer motivo, reage com a humildade de começar e recomeçar; de fazer de filho pródigo todos os dias, até mesmo repetidas vezes nas vinte e quatro horas do dia; de acertar o coração contrito na Confissão, verdadeiro milagre do Amor de Deus. Neste sacramento maravilhoso, o Senhor limpa a tua alma e te inunda de alegria e de força, para não desfaleceres no combate e para retornares sem cansaço a Deus, mesmo quando te pareça que tudo está às escuras. Além disso, a Mãe de Deus, que é também Mãe nossa, te protege com a sua solicitude maternal e te firma nos teus passos."

Amigos de Deus, 214
Josemaria Escrivá

26 de Janeiro

"Toda a forma de vida é uma manifestação de Deus e está sob os nossos cuidados. Proteja o que é seu - sua fauna sua flora. As plantas e os animais embelezam a terra. São úteis ao homem e representam a riqueza da Pátria. Nunca se deve mutilar, destruir ou deixar que destruam estes bens. Vamos amar nossos animais domésticos. Vamos dar aos selvagens a paz que eles têm direito. Permitamos que enfeitem nossas florestas. Vamos amar os pássaros puros e belos, cantando nas ramagens, voando alegres no espaço ilimitado, como verdadeiros símbolos de liberdade!"

Francisco de Assis

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

25 de Fevereiro


Rezar bem é aprender a confiar em Deus.

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

24 de Fevereiro

O PEIXE E O MAR (Nós e Deus)

"Uma vez pediram a um peixe para falar do mar.

- Dizem que é muito grande o mar - respondeu o peixe - Dizem que sem ele morreríamos. Não sou o peixe mais indicado para falar do mar. Eu, do mar, o que conheço bem são só estes dez metros à superfície. É só deles que vos posso falar. [...] No meu cardume não se fala do mar. Fala-se das algas, das rochas, das marés, dos peixes grandes e perigosos, dos pequenos e saborosos e de que temperatura fará amanhã. O meu cardume é assim: eles vão e eu vou atrás deles.

- Mas tu, que és peixe, nunca sentiste o mar?

- Creio que o sinto, às vezes, ao passar-me pelas guelras. Uma vezes sinto-o, outras não. Às vezes sinto-o quando não me distraio com outras coisas. Fecho os olhos e fico a sentir o mar. Isto tudo de noite, claro, para que os outros não vejam. Diriam que sou louco por dar tempo ao mar.

- Conheces o mar, portanto. Podes falar-nos do mar?

- Sei que é grande e profundo, mas não vos quero enganar. [...] Eu nunca desci muito fundo. Bem, talvez uma ou duas vezes... Um dia as ondas eram tão fortes que eu tive de me deixar levar muito fundo, para não morrer. Nunca lá tinha estado e nunca esquecerei que lá estive. [...]

- Foi mau, quando desceste? Porque voltaste à superfície?

- Não foi mau, foi muito bom. Havia muita paz, muito silêncio. Era como se fosse lá a minha casa, como se ale eu estivesse inteiro.

- Porque não voltaste lá ao fundo? Por preguiça?

- Às vezes acho que é preguiça, outras vezes acho que é medo.

- Medo? Mas tu não disseste que era bom? Medo de quê?

- Medo do desconhecido, medo de me perder. Aqui à superfície já estou habituado. Adquiri um certo estatuto para mim mesmo. Controlo as coisas ou, pelo menos, tenha a sensação de as controlar. Lá em baixo não sei bem o que me pode acontecer. Estou nas mãos do mar.

- Tiveste medo, quando chegaste ao fundo do mar?

- Não tive medo algum. Era tudo muito simples... E no entanto agora tenho medo... Mas eu não cheguei ao fundo do mar! Apenas estive menos à superfície.

- E que dizem os outros que lá estiveram?

- Dizem coisas que eu não entendo. Dizem que é preciso ir para perceber. E dizem que nada há mais importante na vida de um peixe.

- E explicaram como se vai?

- Aí é que está. Explicam que não se chega lá por esforço, que só podemos fazer esforço em deixar-nos ir. Que é só o mar que nos leva ao mar.

Então veio uma corrente mais forte que o fazia descer. O peixe tentou lutar contra ela com quantas forças tinha, à medida que via distanciarem-se as coisas da superfície. Talvez para sempre... Mas depois fechou os olhos, confiou e já sem medo deixou-se ir."

Nuno Tovar Lemos, in "O Príncipe e a Lavadeira"

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

23 de Fevereiro

Há duas maneiras de fazer um burro andar na direcção correcta: incentivando-o com uma cenoura, ou batendo-lhe com um pau. Só assim é que o burro vai para onde queremos, sempre que queremos.

Também nós, humanos, temos a nossa cenoura e a nossa paulada que nos fazem seguir o caminho certo. A cenoura é a promessa do Céu, que começa já aqui. A paulada é o medo do Inferno, sempre ameaçador.

A nossa fé deve-se orientar para o Céu. É claro que devemos ter presente a realidade do Inferno, para não nos desleixarmos no caminho. Mas é no Céu que devemos pôr os olhos. Triste do burro que anda só pela paulada, e que tal é o medo que nem sequer repara nas maravilhas que lhe são postas diante dos olhos...

O grande desafio está em lutar pelo Céu (certamente renunciando ao Inferno), e experimentar aqui, já, hoje, um bocadinho daquilo que um dia será a nossa felicidade no Céu, junto do Pai. Vamos! Não há tempo a perder!

22 de Fevereiro

Antes, pensava que o Júlio de Matos era um "hospital para malucos"! Agora, sei que é um lugar onde Jesus me espera. Ele mesmo o disse. Sempre que alguém for visitar um preso, cuidar de um doente, dar um copo de água a quem tem sede,..., "foi a Mim que o fizestes". Não é verdade que quando damos o nosso tempo a pessoas com doenças profundas, damos pouco e recebemos muito! Deus paga sempre deixando-nos endividados de generosidade.

Amo-te, Senhor!

domingo, 21 de fevereiro de 2010

21 de Fevereiro

Querido Pai,
Sei que olhas pela boa gente da Madeira.
Peço-te que recebas os mortos na tua infinita misericórdia.
Peço-te esperança para os que lá ficaram, ânimo, e confiança em ti.
Que saibam encontrar sentido na dor.
Que a vida vença a morte, como sempre, desde que te deste por nós.
Peço-te pelas madeirenses e pelos madeirenses.
O consolo no amor de Cristo.
Amen.

sábado, 20 de fevereiro de 2010

20 de Janeiro

Casamento e Fusão Moral

"Na vida conjugal, o casal só deve formar de certo modo uma única pessoa moral, animada e governada pelo gosto da mulher e pela inteligência do homem. Se as mulheres mostram mais liberdade e fineza no sentimento, em compensação os homens parecem mais ricos no discernimento que a experiência dá. Acrescentemos que quanto mais um carácter é sublime, mais ele tende a fazer todos os seus esforços para o contentamento do ser amado, e é característico de uma bela alma responder a isso com complacência. Sob essa relação, toda a pretensão à superioridade seria, portanto, inepta e reveladora de um gosto grosseiro ou de uma união mal sucedida. Tudo se perde quando se disputa o comando. Pois uma vez que a união repousa na inclinação, ela é meio rompida assim que o dever começa a se fazer entender. Um tom duro e impiedoso é um dos mais detestáveis nas mulheres, um dos mais vis e desprezíveis nos homens. O sábio comando da natureza quer, além disso, que toda essa delicadeza, toda essa ternura de sentimento só tenha plena força no começo, em seguida a vida em comum e os afazeres domésticos vêm enfraquecê-la, pouco a pouco, e transformá-la em amizade familiar. A grande arte, enfim, consiste em salvaguardar do primeiro sentimento alguns vestígios, de modo que a indiferença e a saciedade não tirem todo o prazer que por si só justificava essa união."

'Observações sobre o Sentimento do Belo e do Sublime'

Emmanuel Kant

19 de Fevereiro

NÃO CHORES MAIS SE ME AMAS

Se conheceis o mistério imenso
do Céu, onde agora vivo,
não chorarias se me amas...

Já estou no encanto de Deus,
da Sua Beleza sem fim

Lembra-te dos bons momentos
que vivemos juntos, e verás
que a saudade é também presença.

Quando estiveres triste, infeliz, chama-me!
Eu virei ajudar-te e consolar-te, e verás
como é bom ter um amigo do outro lado.

E quando chegar também a tua vez,
não chorem os que fiquem,
porque não será um Adeus,
mas simplesmente um até à vista!
E eu estarei lá para te receber.

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

18 de Fevereiro


Na Igreja Cristã celebra-se, na Quarta-feira a seguir ao Carnaval, a Quarta-feira de Cinzas, que dá início ao tempo de Quaresma. A Quaresma são quarenta dias (quarenta e sete, na verdade, mas os Domingos não são contados) até à Páscoa. Este tempo de Quaresma é identificado, no Evangelho, pela ida de Jesus até ao deserto, onde é tentado. E é neste deserto que Jesus deixa de ser apenas "Jesus, o filho de José e Maria", e passa a ser Jesus, o Messias, o Enviado a salvar a Humanidade.

O deserto representa o local de solidão onde eu me encontro comigo própria. Longe do Mundo e das suas solicitações, longe das coisas de que me alimento todos os dias, o deserto é um local onde eu percebo que também eu preciso de jejuar e que também eu tenho uma fome mais funda que as coisas todas de que me alimento todos os dias não podem saciar. O deserto é ainda um local onde o ruído que me rodeia cessa e eu me ouço apenas a mim, à minha respiração, aos meus passos, a caminhar sozinha sem um caminho previamente traçado. E apesar da dor que esta solidão traz, porque me priva de tudo aquilo que até aí absorvi como se a minha vida dependesse disso, a verdadeira liberdade reside aqui, porque só aqui me encontro comigo própria e, face às minhas limitações, percebo quem realmente sou e o que sou chamada a ser. Se no Mundo eu me fundo com todas as solicitações que me aparecem e de tanto correr já nem sei onde acabo eu e onde começa o Mundo, no deserto a solidão faz-me tomar forma porque me mostra os meus limites.

Creio que não é preciso muito para encontrar o deserto dentro de mim... basta parar. Hoje volto ao nome deste blog e digo "Pára e pensa. Pára e reza. Pára e medita.". Mas pára. Esta Quaresma pára todos os dias meia hora e fica só contigo e com Deus. Percebe-te. Caminha no silêncio e conversa com o que aparecer, mesmo que seja tentação. Jesus não foge das tentações mas conversa com elas, pondo-as no seu lugar. Também eu só posso avançar para mais perto do que Deus me chama a ser se conversar comigo própria, com os meus desejos e apetites, e só nessa conversa repetida, todos os dias, eu vou começar a conseguir discernir o que é tentação do que é vontade de Deus e só aí saberei por onde ir.

Que esta Quaresma seja tempo de caminho na solidão que nos liberta e de encontro com a vontade mais funda de cada um de nós.

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

17 de Fevereiro, Quarta-feira de cinzas


"E como seus colaboradores, exortamo-vos a não receber em vão a graça de Deus. Pois Ele diz:
No tempo favorável ouvi-te e, no dia da salvação, vim em teu auxílio. É este o tempo favorável, é este o dia da salvação. " (2 Cor 6, 2)

terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

16 de Janeiro

Uma das coisas que acredito que desarme e que "derreta" alguém, é quando lhe preparamos uma surpresa. E quando rezamos por ela, pedimos a graça do senhor sobre ela. Não é tão encantador?!

Que admirável aqueles que pedem a Deus pelos outros, incluindo os inimigos.

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

15 de Fevereiro

- Olhe, faxavôr, como é que se chega de Lisboa para Óbidos?
- É pela A8!
- Ah, muito obrigado! E já agora, como se chega a Jesus?
- Ah, isso é por Maria!

MRB

O PPP feito também pelos seus leitores (I)

Boa noite a todos!
Tive a ver o vosso blog.
Achei bastante interessante e resolvi comentar.
Vou-vos contar uma história, que tocou-me brutalmente e por isso gostaria de compartilhar convosco!
Então foi assim…
Estava eu a assistir uma reportagem sobre a tragédia no Haiti.
Durante, passavam varias filmagens, numa delas estava um criança de 2 anos, não mais que isso, a ser socorrida por 2 voluntários. Ao ver o pai que estava mesmo ao seu lado com muitos ferimentos e com muita coisa em cima diz:
- Papa why? Papa why?
Isso tocou-me de um a tal maneira que comecei a chorar, tocou-me … como que se estivesse ali mesmo ao pé dele. Ele era tão pequeno e frágil, e já a passar por tudo aquilo, ver o pai a sofrer.
Entretanto, comentei isso com algumas pessoas e elas por saberem que sou crente perguntaram-me.
- E então onde está Deus nisso tudo?
Eu fiquei a pensar no que responder, e não consegui dar uma resposta.
Mais tarde fiquei ainda a pensar no assunto, pois aquela imagem não saia-me da cabeça. Os olhos daquela criança estavam ai a minha frente, e foi ai eu percebi que Deus estava lá com ele, Deus estava nele, naquele sofrimento e tristeza, e foi através disso tudo e dele que Deus tocou-me.
Como têm ai explicito no blog, Deus está através dos voluntários, dos que mandam alimento, vestuário, Deus está nos que viram a tragédia da Raiz e sobreviveram, é foi uma das forma de tocar-nos e dizer-nos "NÃO DESISTAM DE ACREDITAR”.

Parabéns pelo blog gostei bastante, continuem.
ASS: Arlita Daio VTC

domingo, 14 de fevereiro de 2010

14 de Fevereiro


Quando sabemos viver a Missa para além daquela hora de Domingo, fazemos da nossa vida uma missão.

13 de Fevereiro

"Vi claramente que todas as coisas que se corrompem são boas: não se poderiam corromper se fossem sumamente boas, nem se poderiam corromper se não fossem boas. Com efeito, se fossem absolutamente boas, seriam incorruptíveis, e se não tivessem nenhum bem, nada haveria nelas que se corrompesse. De facto, a corrupção é nociva, e se não diminuísse o bem, não seria nociva. Portanto, ou a corrupção nada prejudica - o que não é aceitável - ou todas as coisas que se corrompem são privadas de algum bem. Isto não admite dúvida. Se, porém, fossem privadas de todo o bem, deixariam inteiramente de existir. Se existissem e já não pudessem ser alteradas, seriam melhores porque permaneciam incorruptíveis. Que maior monstruosidade do que afirmar que as coisas se tornariam melhores com perder todo o bem?

Por isso, se são privadas de todo o bem, deixarão totalmente de existir. Logo, enquanto existem são boas. Assim sendo, todas as coisas que existem são boas e aquele mal que eu procurava não é uma substância, pois se fosse substância seria um bem. Na verdade, ou seria substância incorruptível, e então era certamente um grande bem, ou seria substância corruptível, e nesse caso, se não fosse boa, não se poderia corromper."

'Confissões'
Santo Agostinho

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

México... hacia un Estado laico

-¿Qué no estoy aquí que soy tu madre?
(Virgen de Guadalupe a San Juan Diego)

Los últimos días, en mi país se ha estado discutiendo el sentido de la nueva reforma para entrar en un Estado laico, no respetar el deber moral de todas las religiones para dar opiniones acerca de lo que está bien o mal en diferentes asuntos.

En el fondo lo que intentan los legisladores es aislar a la Iglesia en México y no darle espacio para que hable acerca del matrimonio entre homosexuales y el aborto. La Iglesia debe coexistir con el Estado conservando su propia identidad, su libertad organizativa y su independencia. Es cierto que esa coexistencia con el Estado laico y esa presencia pública independiente no puede implicar una especie de interferencia con las instituciones estatales, sin embargo los mexicanos hemos sabido vivir siempre como católicos y nos honramos mucho de serlo.

La Virgen de Guadalupe debe interceder por nosotros para que no ocurra lo que ya pasó hace casi 100 años: un ataque frontal del gobierno masón a los católicos, donde lucharon muchas personas, entre ellos mi abuelo. Fue la llamada guerra cristera, donde miles de cristianos normales y del pueblo, en defensa de su fe, murieron con el grito de ¡Viva Cristo Rey!

Hoy, los mexicanos seguimos unidos dando el mismo grito. A ustedes, amigos, les pido mucho sus oraciones para que en México siga siendo un honor ser hijos de la Iglesia Católica, y que no interceda nunca el poder de unos cuantos por querer imponer su ideología anticlerical, lejos del mexicano.

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

11 de Fevereiro

Pelo sonho é que vamos,
Comovidos e mudos.

Chegamos? Não chegamos?
Haja ou não haja frutos,
Pelo Sonho é que vamos.
Basta a fé no que temos.
Basta a esperança naquilo
Que talvez não teremos.
Basta que a alma demos,
Com a mesma alegria,
ao que é do dia-a-dia.
Chegamos? Não chegamos?
- Partimos. Vamos. Somos.

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

10 de Fevereiro

Rezar o terço é das coisas mais importantes para mim, que me aproxima mais de Deus e que alimenta a minha Fé e por isso: EU REZO O TERÇO!


9 de Fevereiro

Creio que a Caridade tudo alcança. Se não me engano, São Paulo assim se exprime numa passagem do Novo Testamento. A Caridade perdoa o próximo.

E quanto é importante perdoar os outros, não pagar na mesma moeda, mas "afogar o mal com o bem"? Jesus deu-nos o exemplo e mais recentemente, o Papa João Paulo II, ao ser alvejado, perdoou o atirador.

Saibamos também perdoar aqueles que nos ofenderam, pois o Senhor dos Senhores, perdoou-nos e perdoa-nos. E por mais pequenos que sejamos, Ele ama-nos e continua a querer-nos por sermos seus Filhos.


PBP

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

8 de Fevereiro

"que chatice, nunca mais é sexta-feira... quando chegar o fim-de-semana é que vai ser! Quando chegarem as férias do Carnaval é que vou estar bem! Nunca mais chegam as férias da Páscoa... que autocarro tão demorado, nunca mais chego a casa... nunca mais chegam as férias grandes... como demora, o regresso às aulas! Quando chegar a faculdade é que vai ser!! A licenciatura nunca mais acaba... nunca mais chego ao mestrado! Quando começar a trabalhar é que vou ser feliz! Ah, vai ser tão bom quando fizer aquela viagem a África... Quando me casar, aí sim, vou ser feliz! Quando tiver filhos, vai ser tão bom! Quando os miúdos forem para a escola, aí sim, terei sossêgo! Quando me reformar, vou ser feliz..."

Para quê passar uma vida inteira a adiar a ideia da felicidade? Será que temos assim tanto medo de a viver hoje?

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

7 de Fevereiro

Mestre e Senhor Jesus, dai-me força para que, neste mundo por vezes tão contrário a Ti, nunca deixe de te servir e amar. E onde houver trevas, que levemos a Tua luz. Comprometer-me contigo é comprometer-me com a Verdade. É ser feliz amando o próximo, e a ti no próximo. Contigo, a prisão física é passageira, e nunca é prisão espiritual. Só Tu bastas.

domingo, 7 de fevereiro de 2010

6 de Janeiro

"Deus, Infinito ser, nunca criado,
Sem princípio, nem fim, na Majestade
Que no trono da Eterna Divindade
Tens o Mundo num dedo dependurado:

Tu estavas em Ti, não foste nado,
O teu Ser era a tua Imensidade,
Tu tiveste por berço a Eternidade,
Tu, sem tempo, em Ti mesmo eras gerado!

Tu és um fogo que arde sem matéria,
Tu és perpétua luz, que não desmaia
Fulgindo, sem cessar, na sala etérea!

Tu és um mar de amor, que não tem praia,
Trovão assustador da esfera aérea,
Rei dum Reino Imortal, que não tem raia!..."

"Sonetos"
Francisco Joaquim Bingre (1772-1865)

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

5 de febrero

"Penso al giorno..."

Queridísimos amigos del Blog! Hoy es un gran día para mí para entrar en esta comunidad, les quiero pedir una disculpa por no haber ingresado nada antes, pero soy muy despistado y se me olvidan muchas cosas como a Doris (de la película de Nemo, jaja)

Me encanta la idea de poder participar aquí, y hoy especialmente con un tema que traigo mucho en la cabeza y les quiero compartir. En mi país, México, tenemos mucho cariño por la Iglesia y por la figura del Papa, especialmente lo tuvimos por Juan Pablo II.

Tuve la oportunidad de verlo en persona 4 veces en sus visitas a México y desde su mirada me transmitía siempre el cariño profundo de un hombre por el mundo. Desde pequeño he intentado que esa mirada -la mirada misma de Cristo- quede impregnada en todos en mi comunidad.

Hace un año, Plácido Domingo -un tenor con muchísimo prestigio, como seguro lo sabrán- editó un álbum musical inspirado en las poesías de Juan Pablo II. Al escucharlo, parecía como si todas las letras tuvieran un sentido pleno para el plan que Dios nos ha puesto a cada uno de nosotros en nuestro tiempo.

La exigencia que tenemos nosotros de pensar en el día en el que todos nos unamos por Cristo y para Cristo nos debe llenar de sentido todos los días de nuestras vida.
"Penso al giorno che cosi pieno sara di stupore per la tua semplicità"

Est canción es el himno que nos debe acompañar siempre...
con simpleza, con sencillez cristiana

Su amigo mexicano...

(Aquí les dejo la canción para que la escuchen)


quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

4 de Fevereiro

Hoje faz anos um amigo chegado. 20 anos, se não estou em erro. E enquanto caminhava esta manhã para aqui para partilhar algo acerca de Deus que tenha tocado a minha semana o aniversário dele surgiu-me vezes sem conta na cabeça... e no entretanto eu percebi porquê.

O Diogo é um rapaz que eu conheci quando eu tinha talvez dezanove anos e ele talvez dezasseis. Acho que o primeiro sítio de onde me lembro dele é do Conservatório de Música, das aulas de Formação Musical nas quais fomos colegas de turma - e no sétimo grau, de carteira -, mas o local onde mais memórias tenho dele é o CUMN. A nossa partilha foi crescendo e com ela a nossa amizade, e com o tempo tornámo-nos muito próximos.

Mas o tempo dá lugar a muita coisa, e com o passar dele descobrimos também que não somos minimamente parecidos, em nada. Nem em maneira de ser, nem em objectivos de vida, nem em maneira de ver e abordar o mundo. E, ambos o sabemos, o potencial de nos irritarmos um ao outro - potencial já por diversas vezes confirmado - é enorme. Se esta relação fosse apenas uma relação normal, no meio de tanta falta natural de capacidade de entendimento mútuo e tanta falha de comunicação já não seríamos amigos há muito tempo. E ambos já falámos sobre isto e sorrimos um para o outro com amizade... por sabermos que o que nos une é algo bem diferente. O que nos une é a vontade de olhar um para o outro com os olhos de Deus, vontade essa que nos faz tentarmos sempre e repetidamente irmos de encontro um ao outro na procura do que Deus vê em cada um de nós. E uma amizade que, sem Deus, se calhar não seria amizade, com Deus é uma experiência de encontros repetidos de duas pessoas que de todo não têm nada que mundanamente se encontre.

Olhando para todas as minhas amizades, esta é aquela em que tenho mais dificuldades e, retrospectivamente, aquela que tenha levado mais à oração. Paralelamente, é também aquela que me dá mais sentimento de paz e gratificação nos momentos em que eu e o Diogo nos entendemos. Se hoje de manhã caminhei para aqui para tentar falar um pouco de Deus a partir da minha experiência, a razão porque o Diogo foi o pensamento recorrente é porque não consigo lembrar-me de nenhum exemplo mais claro da acção de Deus na minha vida do que esta relação. E por isto tudo quero hoje dar graças: pelo Diogo e pela vida dele, e pela graça de ter na minha vida este amigo que me desafia e desinstala e me tem mostrado vezes sem conta que, com Deus, as coisas mais improváveis são possíveis.

RCC

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

3 de Fevereiro

Segunda-feira tive uma conversa com uma das contínuas lá da escola de quem gosto muito, a Dona Lena. Mas não foi como todas as outras conversas sobre os problemas do ginásio ou dos balneários (a sua função é limpá-los e meter as meninas na ordem).

Uma grande amiga minha e eu, estavámos a conversar com a Dona Lena e ela disse que se pudesse mudava de função dentro do colégio, para o bar ou o que fosse.

Nós ficámos mesmo surpreendidas porque não há ginásio, nem balneário, nem gritos, cantigas, choros ou ataques de riso sem a Dona Lena por trás a rir-se ou a zangar-se. A Dona Lena viu-nos a crescer, a desenvolvermo-nos como pessoas física e psicologicamente e ninguém toma conta daquele balneário como ela, claro.

Quando dissemos isto tudo à Dona Lena, foi tal a admiração que começou a chorar e percebeu a sua importância na nossa vida.

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

2 de Fevereiro

"Quando olhas para o crucifixo, percebes o quanto Jesus te amou na altura. Quando olhas para a Hóstia Consagrada, percebes o quanto Jesus te ama agora."

Madre Teresa de Calcutá

(tradução livre a partir do site http://www.quotecatholic.com/ )


MRB

1 de Fevereiro

"Senhor, a quem iremos!? Só Tu tens Palavras de Vida Eterna."

Senhor, livrai-me da soberba, que me afasta de Ti, e nada me aproveita. Ajuda-me a ser simplesmente Teu. Ilumina-me, dai-me a Vossa Graça. Se as coisas forem do meu jeito, serão finitas. Em Vós me abandono e confio, porque tudo deste e dás a mim e aos outros meus irmãos.

Obrigado, Senhor, por tudo o que nos dás.


PBP

domingo, 31 de janeiro de 2010

31 de Janeiro

Em cada sítio onde amamos ou somos amados, aí podemos encontrar Jesus.

E hoje, é também dia de rezar pelos projectos, felicidade e sonhos de uma pessoa muito especial. Parabéns MDC! Obrigado por seres como és, e por tudo o que nos dás.


AVC

30 de Janeiro

"Para um homem se ver a si mesmo, são necessárias três cousas: olhos, espelho e luz. Se tem espelho e é cego, não se pode ver por falta de olhos; se tem espelho e olhos, e é de noite, não se pode ver por falta de luz. Logo, há mister luz, há mister espelho e há mister olhos. Que cousa é a conversão de uma alma, senão entrar um homem dentro em si e ver-se a si mesmo? Para essa vista são necessários olhos, é necessário luz e é necessário espelho. O pregador concorre com o espelho, que é a doutrina; Deus concorre com a luz, que é a graça; o homem concorre com os olhos, que é o conhecimento. Ora suposto que a conversão das almas por meio da pregação depende destes três concursos: de Deus, do pregador e do ouvinte, por qual deles devemos entender que falta? Por parte do ouvinte, ou por parte do pregador, ou por parte de Deus?"

"Sermão da Sexagésima"
Padre António Vieira

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

29 de Janeiro

28 de Janeiro

"Não quero pensar o que a Palavra de Deus deve dizer aos outros mas quero simplesmente ouvir e sentir as palavras boas que Deus tem para mim. Talvez depois tenha algo para dizer e dar aos outros. Poderei exortá-los para escutarem o coração também eles, porque é belo, é suave, ajuda a sonhar, a viver. "

Quando li este pequeno texto escrito por um Frade franciscano que dá catequese comigo numa das aldeias em redor de Coimbra pensei para mim: "tanto tempo a tentar descobrir como mostrar esta 'imagem' fantástica que eu vejo do caminho de felicidade que Jesus tem para cada um de nós aos miúdos a quem dou catequese e afinal é tão simples... basta que Deus me fale e me mova e então serei sinal de Deus para os outros sem ter de me esforçar para que assim seja. O 'marketing religioso' afinal é fácil."

Reli hoje o post que aqui tinha deixado a semana passada e achei que estava pretensioso. Apesar de ter sido isso que ficou escrito, não era isso que estava em mim quando escrevi. O que estava em mim era o desejo de passar esta mensagem de Amor que me move e me toca, e que vejo comum a tantos que me rodeiam, desejo esse em conflito com a dificuldade confessada, minha e de tantos cristãos, de conseguir perceber como passar a mensagem. O texto deste Frade tocou-me e serenou-me, porque me disse "descansa: põe Deus no teu coração e depois age e fala, e o resto virá". E na esperança de que serenasse mais alguém quis escrever sobre isto e pô-lo aqui.

Se acho que é preciso marketing religioso? Sim, acho. Na minha turma há metade de católicos, mas todos eles se encolhem quando alguém critica quem vai à missa. Por outro lado, já ouvi de gente católica coisas como 'quem não acredita em Deus só interessa se passar a acreditar'. Nenhum dos extremos me agrada. Acredito que é preciso marketing, não do marketing que é usado no Continente, interessado em vender a qualquer custo, mas daquele marketing que quer vender o produto porque acredita que o produto é mesmo bom e pode trazer muito bem. E o Cristianismo é mesmo muito bom. "Um dia fui à procura de Jesus e isso mudou-me... vem tu também."

RCC

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

27 de Janeiro

Uma mão é constituída basicamente pelos dedos e pela palma da mão. Cada dedo é singular mas não trabalha sozinho. Só os cinco dedos todos juntos, unidos pela palma da mão é que funcionam como um só.
Connosco é igual, cada um é cada um, singular e individual mas só todos juntos unidos por Deus é que conseguimos realizar os nossos objectivos.

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

26 de Janeiro

Quanto não vale a dignidade humana? E quanto não valerá a dignidade de sermos filhos de Deus, feitos à imagem e semelhança de Deus!? E somos de facto!

Temos muita dignidade! Somos chamados a sermos outros Cristo, à Santidade! Tenhamos valores, cresçamos em hábitos bons, em virtudes. Tenhamos o sentido de emulação, de fazer as coisas ainda melhor.

Sejamos puros de coração. Que bom ver alguém que deseja o melhor à sua alma gémea e ao seu próximo.

Estamos chamados a ser felizes! Que admiravel a vida daqueles que a deram em favor dos outros. Creio que o egoismo é sinónimo de infelicidade. E que tristeza quando deparamos com o egoismo e a soberba.

Podemos dar muitos sinais + à nossa volta. Basta que confiemos Nele, que Ele faz maravilhas em nós, enchendo-nos da Sua graça.

Senhor, ajuda-nos a sermos como Tu.

PBP

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

domingo, 24 de janeiro de 2010

24 de Janeiro

"Onde estava Deus quando se deu toda esta tragédia no Haiti?". Deus está nos voluntários que estão lá a salvar vidas e a curar feridas. Deus está naqueles que enviam comida e roupa para ajudar ajudar os haitianos. Deus está com as vítimas, a sofrer com eles, do seu lado. Deus está connosco, em todo o lugar. Que Deus na Sua infinita misericórdia acolha todos aqueles que morreram.

sábado, 23 de janeiro de 2010

23 de Janeiro

"O problema real da vida cristã aparece onde as pessoas normalmente não o procuram. Ele aparece no instante em que acordamos a cada manhã. Todos os desejos e esperanças para o dia correm para nós como animais selvagens. E a primeira tarefa de cada manhã consiste simplesmente em empurra-los todos para trás; em dar ouvidos a outra voz, tomar aquele outro ponto de vista, deixar aquela outra vida mais ampla, mais forte e mais calma entrar como uma brisa. E assim por diante, todos os dias. Sempre mantendo distância de todas as inquietações e de todos os aborrecimentos naturais, protegendo-se do vento.No começo, somos capazes de fazê-lo somente por alguns momentos. Mas então o novo tipo de vida está a propagar-se por todo o nosso ser, porque estamos a deixar Cristo trabalhar em nós no lugar certo. Trata-se da diferença entre a tinta, que está simplesmente deitada sobre a superfície, e uma mancha que penetra na roupa. Quando Cristo disse "sede perfeitos", quis dizer isso mesmo. Ele quis dizer que temos que entrar no tratamento completo. Pode ser duro para um ovo se transformar num pássaro; seria uma visão deveras divertida, e muito mais difícil, tentar voar enquanto ainda se é ovo. Hoje nós somos como ovos. Mas não nos podemos contentar em ser um ovo comum, ainda que decente. Ou a nossa casca se parte ou apodrece."

C. S. Lewis

"Cristianismo Puro e simples"

TP

22 de Janeiro

O que é que podemos dar de melhor uns aos outros? Toda a gente quer a felicidade, se bem que somente Cristo é o "Caminho, a Verdade e a Vida". Os pagãos orgulham-se de pecar. E nós, Cristãos? Recordo-me de umas palavras de um Padre Santo:

"Que a tua vida não seja estéril. Sê útil. Deixa rasto. Ilumina, com o resplendor da tua fé e do teu amor. Apaga, com a tua vida de apóstolo, o rasto sujo que deixaram os semeadores impuros do ódio. E incendeia todos os caminhos da Terra com o fogo de Cristo que levas no coração."
São Josémaria Escrivá

Damos Cristo uns aos outros. Falemos Dele uns aos outros, com toda a naturalidade. Não há nada melhor do que estar na Sua companhia.

PBP

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

21 de Janeiro

Perdoar. Um pedido de desculpas que eu abracei, dizendo com confiança e ternura que está tudo bem e toda a gente erra. O abraço co-moveu e a relação avançou. Face ao arrependimento o perdão surge-me quase limpo e fácil, porque o erro como que se apaga pela tentativa de aproximação do outro.

... Mas quando o arrependimento falta e há uma mentira que eu leio noutra atitude que não a minha, onde colocar o amor que eu queria nutrir por um outro que não se aproxima da maneira como eu imaginei?

Se em mim encontro maneira de amar na des-ilusão, então quase sem pretender encontrei o verdadeiro perdão.

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(O texto que me ensinou a perceber o perdão)

Um ser amado que desilude.
Escrevi-lhe.
É impossível que não me responda
aquilo que eu me disse a mim mesma
em seu nome.

Os homens devem-nos
o que imaginamos que nos vão dar.
Pagar-lhes esta dívida.
Aceitar que sejam diferentes
das criaturas da nossa imaginação
é imitar a renúncia de Deus.

Também eu sou diferente
daquilo que imagino ser.
Saber isto
é perdoar.

Simone Weil

RCC

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

20 de Janeiro

Como é que David conseguiu vencer o gigante Golias!? David era um pastor e Golias, apesar de ser muito maior que David, era um senhor da guerra! Mas não foi David que o venceu: foi o Senhor, por intermédio de David.

O pecado pode vir da carne, das nossas tendencias, do mundo, se nos deixarmos influenciar e do demónio.

Se quisermos fazer as coisas do nosso jeito, sem contar com a presença de Deus, fracos e pequenos como somos, sairemos sempre derrotados.

Se por outro lado, pedirmos auxílio ao Senhor dos senhores, Deus nos ampará e já não seremos finitos, pois o Senhor, que é Infinito, faz maravilhas!

Basta que nos abandonemos Nele, como um filho se abandona e confia no Pai.


PBP

19 de Janeiro

Reis Magos

Quem não sabe a história dos três Reis Magos? Baltazar, Gaspar e Melchior, reis do Oriente que viram uma estrela e seguiram-na para adorar o Menino (versão muito resumida). Percebi, finalmente, parte desta história e porque é que ela nos é contada.
A estrela foi um sinal para os Reis Magos que lhes mudou o rumo. Uma graça de Deus não é mais que um sinal Dele para, também nós, mudarmos o nosso.
Na vida recebemos muitas graças mas se eles não mudarem o nosso caminho e se não interferirem nas nossas escolhas são apenas sinais e não graças de Deus.
Olhei para trás e felizmente consegui encontrar algumas graças de Deus mas também pequenos sinais que passaram ao lado.

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

18 de Janeiro

O post de hoje é especialmente dedicado aos estudantes católicos.

Este mês é um pouco crítico para muitos de nós, que no meio de tantos exames quase não temos tempo para dormir, parar parar, para pensar. Às vezes no meio das correrias na faculdade, e do estudo de última hora, acontece cruzarmo-nos por acaso com aqueles amigos que, quando aparecem, têm o dom de nos animar de imediato. Pelo menos isso acontece-me às vezes. Se há pessoas que nos conseguem fazer isso a nós, então nós também devemos conseguir fazê-lo a todos os nossos colegas. Não é assim tão complicado... às vezes só é preciso sorrir abertamente, olhando para o outro enquanto nos lembramos de Jesus.
As universidades hoje são um meio muito heterogéneo, e ainda bem. É bom conhecer muitas pessoas diferentes, e aprender com elas. No entanto, se é bom aprender com elas, também é mesmo muito bom quando encontramos outros estudantes católicos como nós. Há tanta missão para fazer nas faculdades..! Se nos unirmos, é mais eficaz, e mesmo reconfortante! De certeza que há estudantes assim em todas as faculdades (na tua também!).
Descobri que os havia na minha. A vontade de agir e começar projectos era de todos, e a união em Cristo é espontânea, e muito boa! Todos remamos para o mesmo lado, sejamos das EJNS, do CUPAV, de Schoenstatt, ou de onde for!
João Paulo II falava da força que os jovens têm, e como a Igreja precisa tanto deles.
Um pedido a todos os universitários que passem por este post: Mexam-se, e juntem-se, que vale a pena!
Há quem não acredite em universitários católicos, mas que os há... há!



MRB

domingo, 17 de janeiro de 2010

17 de Janeiro



Missão é isto.

AVC

sábado, 16 de janeiro de 2010

16 de Janeiro


"A grandeza da humanidade determina-se essencialmente na relação com o sofrimento e com quem sofre. Isto vale tanto para o indivíduo como para a sociedade. Uma sociedade que não consegue aceitar os que sofrem e não é capaz de contribuir, mediante a com-paixão, para fazer com que o sofrimento seja compartilhado e assumido mesmo interiormente é uma sociedade cruel e desumana. A sociedade, porém, não pode aceitar os que sofrem e apoiá-los no seu sofrimento, se os próprios indivíduos não são capazes disso mesmo; e, por outro lado, o indivíduo não pode aceitar o sofrimento do outro, se ele pessoalmente não consegue encontrar no sofrimento um sentido, um caminho de purificação e de amadurecimento, um caminho de esperança. Aceitar o outro que sofre significa, de facto, assumir de alguma forma o seu sofrimento, de tal modo que este se torna também meu. Mas, precisamente porque agora se tornou sofrimento compartilhado, no qual há a presença do outro, este sofrimento é penetrado pela luz do amor."

Papa Bento XVI
Carta Encíclica Spe Salvi
Roma (Nov2007)

TP

15 de Janeiro

Como diz um amigo meu, comungar é algo sério, mas pode ser uma expressão de alegria. Se estamos mesmo contentes por receber o Corpo de Cristo, como esconder essa alegria? Não faz mal nenhum sorrires por dentro e por fora, até sabe bem. É óptimo transmitir o que vai cá dentro, desde que não perturbe a oração e o espírito das outras pessoas. Às vezes esquecemo-nos como Cristo nos pode dar a alegria de viver, porque sabemos que fomos, somos e seremos salvos do pecado por Deus.
-
AVC

14 de Janeiro

Se não temos a coragem de nos assumirmos e de nos comportarmos como cristãos no meio do mundo pagão, tenhamos a simplicidade de nos comportarmos e de vivermos como cristãos entre os cristãos! Contudo, não podemos ser cobardes! Quantos O poderiam conhecer e assim salvarem-se, se nós fossemos corajosos

"Não tenhais medo de ser santos."
Papa João Paulo II

Deus está connosco!

PBP

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

13 de Janeiro

Funcionalidade. Café para tratar de uma reunião, almoço para falar de questões importantes, passeio à beira-rio porque 'já não nos vemos há imenso tempo e como gosto de ti quero contar-te as novidades'. Às vezes sinto que o tempo (ou a falta dele) espartilham as minhas relações em compromissos nos quais se misturam prazer, 'neg-ócios' e 'pré-suposições' aprendidas de como as amizades devem funcionar. Esta teia de rotina e automatismo é tão envolvente que só quando um Padre amigo me falou nisto é que me dei conta: a minha relação com Deus - e com Jesus - caiu neste mesmo esquema. "Eu quero ter a força de vontade de rezar todos os dias, porque sei que isso me ajuda a ter mais Deus no meu dia". "Hoje preciso de rezar porque o meu dia foi confuso e preciso de ordenar as minhas emoções". Preciso, quero, para isto, para aquilo. O para quê, que deixou de ser uma ajuda para me orientar e acabou por dominar e controlar e absorver tudo o que faço.

Depois do comentário deste Padre amigo tenho percebido que sinto, muito mais vezes do que me tinha apercebido, esta necessidade de parar de analisar e dissecar todas as coisas, sentar-me em silêncio e simplesmente estar. Contemplar, apreciar. Então hoje quero, à semelhança do que tem sido, de quando em quando, o meu exercício dos últimos tempos, partilhar aqui uma oração e uma música... para parar e saborear, com Deus.

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Abandona por um momento as tuas ocupações,
alheia-te um pouco dos teus pensamentos tumultuosos.
Deixa agora os afazeres pesados,
põe de lado as tarefas laboriosas.
Dedica-te a Deus por um instante e repousa n'Ele.

Entra no aposento do teu espírito,
varre dele todas as coisas, excepto Deus
e tudo quanto possa ajudar-te a procurá-Lo,
e, fechada a porta, procura-O.

Diz agora, ó meu coração
todo inteiro, diz agora a Deus:
"Eu procuro o teu rosto,
O teu rosto, ó Senhor, eu procuro."

Sto. Anselmo dÁosta




RCC

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

12 de Janeiro

"Um homem tinha quatro amores: o dinheiro, a beleza, a fama e as boas acções. Quando chegou a hora da sua morte, chamou-os para se despedir:
- Meus amigos, vou morrer. Adeus!
A beleza disse-lhe:
- Já sabias que eu não era um amor definitivo. Tudo o que é bom acaba, tem paciência. Adeus!
O dinheiro consolou-o dizendo:
- Já sabes que estarei contigo até ao fim. Terás um enterro solene.
A fama aproximou-se e disse-lhe com uma voz forte, para que todos ouvissem:
- Alegra-te porque és muito conhecido e terás muita gente no teu funeral. Os jornais falarão de ti durante alguns dias.
Finalmente aproximaram-se as boas acções e, carinhosamente, lhe disseram:
- Não tenhas medo. Nós não nos despedimos de ti, nem choramos ou fazemos promessas. Acompanhar-te-emos para além da morte e, graças a nós, terás uma eternidade feliz."
Gosto deste texto porque é reconfortante saber que algo nos acompanha depois da morte. Algo por que trabalhámos, algo por que sacrificámos como Maria nos pediu nas aparições de Fátima e algo por que valeu a pena.
MDC

11 de Janeiro

Oração da manha

"Cria em mim, ó Deus um coração puro.
Renova em mim um Espírito Santo. (bis)

E não me retires da Tua presença.
E não afastes de mim o Espírito Santo.

Devolve-me o gozo da Tua Salvação.
Cria em mim um Espírito recto."

PBP

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

10 de Janeiro

- S. Pedro, dá-me licença?
- Sim, filha, mas que estás aqui a fazer?
- Bom, já que costumo andar com a cabeça nas nuvens, e a ti foram confiadas as chaves do Céu, e graficamente falando, uma coisa (nuvens) fica perto da outra (Céu), resolvi aparecer para uma visita!
- Ah bom, que bom! Então e que contas?
- Conto que cá em baixo as coisas andam confusas...
- Eu percebo-te. No meu tempo também era assim. Havia guerras, fomes, doenças, leis e costumes estranhos do Império Romano....
- Pergunto-me se é possível falar de Jesus num mundo assim..?
- Ó Rosário, então não é? Se no meu, e em todos os tempos foi possível... perguntas-te se é possível falar de água no deserto? As pessoas no deserto estão desejosas que lhes mostrem água!
Se vivemos num mundo sem Amor, é mesmo isso que os seres humanos procuram...
- ...
- Além de tudo, o Senhor não dorme. Vocês, cristãos do início do século XXI têm um Pedro que é muito à frente, chamado Bento!

MRB

9 de Janeiro

Lembro-me que durante a minha infância, tive um amigo imaginário chamado João Patife. Éramos óptimos amigos. Depois, fui tomando consciência que um outro meu amigo imaginário era também fixe, mas ao mesmo tempo surpreendentemente real. Fomos fortalecendo a amizade e, ao contrário do João Patife, este ajudou-me muito, sempre que precisei ele estava cá para mim. Mesmo a sério! Com o João Patife, já não falo há cerca de 20 anos: para quê se ele era só imaginário?; mas est'outro existe de verdade, vive, e tornou-se o meu melhor amigo. Falamos todos os dias. Fazemos outros amigos juntos. Ele próprio é amor. Chama-se Jesus.

AVC

sábado, 9 de janeiro de 2010

8 de Janeiro

“Eu gostaria de ouvir e compreender como, no início, Vós fizestes o Céu e a Terra. Moisés escreveu isto, escreveu e partiu, foi-se de Vós para Vós. Ele não está agora diante de mim. Se ele estivesse, eu o seguraria e lhe pediria e imploraria por Vós a revelar-me todas as coisas, e abriria os ouvidos de meu corpo aos sons que brotariam de sua boca. E se ele falasse em hebraico, esses sons atingiriam meus sentidos em vão e nada disso tocaria minha mente. Mas se falasse em latim, eu compreenderia o que ele dissesse. Mas como eu poderia saber se ele falaria a verdade? ... Realmente dentro de mim, no interior, na câmara de meus pensamentos, a Verdade – nem em hebraico, nem em grego, nem em latim, nem em uma língua dos bárbaros, sem órgãos de voz ou língua, sem som de sílabas – diria: “Isso é verdade”. E eu então diria, com total confiança, ao Vosso homem: “Tu dizes a verdade”. Como eu não posso interrogá-lo, eu Vos peço, a Vós, Verdade, que o enchestes e o fizeste falar a verdade, a Vós, meu Deus, eu peço, perdoai meus pecados; e Vós, que permitistes àquele Vosso servidor falar essas coisas, dai-me também permissão para compreendê-las.”

Santo Agostinho
“Confissões”
TP

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

7 de Janeiro

Desde pequena que rezo o Pai Nosso. Aprendi-o talvez na catequese num ano que a minha memória de poucos anos mas muita coisa memorável deve ter encaixotado algures. Num dia desses anos ouvi uma história de um senhor que como eu rezava o Pai Nosso. Este senhor era um homem culto (Professor Universitário, creio) - e com culto quero significar com muita coisa cultivada e muita vontade de se cultivar. Na dita história este homem confessava que, quando rezava o Pai Nosso, não conseguia passar da primeira frase, porque sentia que nem a primeira frase entendia o suficiente para a poder repetir.

Eu, porém, sempre senti que de alguma maneira compreendia o Pai Nosso. Pelo menos sentia que o que eu entendia dessa oração era suficiente para mim para querer rezá-lo no final da (ou quando as palavras me faltavam, durante a) minha oração. E tantas vezes, cheia da boa vontade de ser voluntariosa e humilde e cheia de compaixão rezava um Pai Meu, para O sentir mais próximo, mais perto, para me sentir mais amada e assim (achava eu) poder amar mais os outros... ainda não tinha percebido nada.

Pai. Nosso. Meu e teu e da pessoa que não escreve neste blog e se calhar nem acredita em Deus. Da senhora irritante da cafetaria que passa o dia mal-disposta. Da minha mãe, que vem cansada do trabalho e nem repara que eu hoje estou triste e preciso de conversar. Se o meu primeiro passo em direcção a Deus foi quando percebi que era amada, creio que o passo decidido em direcção à Cristandade - que eu ainda não tinha verdadeiramente começado a perceber quando rezava o tal Pai Meu - foi quando entendi com o coração que afinal não sou assim tão diferente de nenhuma destas pessoas imperfeitas que me rodeiam: sou também eu irritável como a senhora da cafetaria e cansável como a minha mãe; e ainda orgulhosa e ansiosa e insegura e... e falível e humana, e merecedora de Amor exactamente como sou. Perceber isto mudou tudo.

Pai, porque somos frágeis e imperfeitos e precisamos de Ti, Pai de Amor infinito, para que nos guies e ilumines; Nosso, porque apesar de pecadores acreditamos nesta potencialidade imensa de comunhão imperfeita que nos alegra e nos inspira e nos dá esperança para não desistirmos de procurar o Teu rosto no mundo.

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

6 de Janeiro

Durante um campo de férias que fiz este ano aprendi muitas coisas, entre elas, a ter PPP presente no meu dia-a-dia.
Pequeno, Prático e Possível é bom para começar se queremos ser Santos ou chegar ao Céu. Exige esforço, custa e às vezes "não apetece mais" mas Deus não desiste de nós e é triste quando desistimos Dele.
É o contrário do provérbio "Ter mais olhos que barriga", há que conhecer os nossos limites.
Não vou prometer rezar o Rosário todas as noites se sei que vou adormecer mas posso comprometer-me a rezar uma Avé Maria e um Pai Nosso ou conversar um bocadinho com Deus porque sei que sou capaz.
Não vou dizer que este ano vou para as Missões em África porque sei que não vou conseguir ir mas se me comprometer a fazer volntariado nas campanhas do Banco Alimentar provavelmente vou até ao fim.
Se nos comprometermos com PPP e se levarmos esses objectivos até ao fim, Deus não nos desvaloriza.
Bom ano para todos!
MDC

5 de Janeiro


Recordando alguns momentos do retiro que recentemente tive o previlégio de participar, partilho aqui algumas notas:

Jesus, que é a 2ª Pessoa da Santissima Trindade, faz-Se presente na Hóstia. Deste modo O recebemos.

"Se tivermos o nosso coração sujo, Jesus permanece e não se retira. Na 2ª Guerra Mundial, houve quem pegou nas hóstias e cravou-as uma a uma nas paredes... E Jesus ficou lá. Ainda que queiramos fazer mal ao Corpo de cristo, Deus, que é Todo Poderoso, fica lá. E fica porque nos ama."

"Na Eucarístia, o nosso paladar provará pão, mas o nosso coração provará a Sua Presença." Somos inundados de graças em cada Eucarístia.

"Não merecemos que Ele se entregue constantemente por nós na Eucarístia...mas não sejamos tontos!"


Obrigado Senhor, por me amares "absurdamente"
PBP

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

4 de Janeiro

Um dia pus-me a olhar para um conjunto de velas (daquelas mais pequenas e simples, em forma de bolacha). Estavam quase todas acesas, e o fogo fazia com que ficassem menos frias e duras, para ficarem quentes e transparentes. Vi que uma delas, que era suposto estar acesa, tinha-se apagado. Como não tinha fogo, estava fria e escura.
Enquanto constatava estas coisas óbvias, reparei que as pessoas têm o seu quê de velas (não só as que gostam de passear com pares de namorados, mas todos nós!). E o Espírito Santo tem também "o seu quê" de fogo. Assim talvez os Sacramentos sejam os fósforos, que acendem em nós o Espírito Santo. Antes do fósforo, estamos muitas vezes às escuras, com o coração frio e duro. Quando arriscamos deixar este Fogo actuar em nós, tudo pode mudar! A indiferença perde o sentido, o nosso coração perde a dureza e ganha calor e transparência. Se vemos ao nosso lado uma "vela apagada", não perdemos nada em partilhar e tentar pegar o calor que nos move. É que em vez de ficarmos com menos, ficamos com mais luz ao pé de nós!
Espero que este blog seja para todos nós uma "piromania espiritual"! (isto existe?)

MRB

3 de Janeiro



Boa tarde!

No Parar Para Pensar, queria começar partilhando um momento de um retiro que tive muito recentemente.

O Padre, que estava a dirigir o momento, começou por nos dar o objecto acima. "Sabem o que é isto? É uma alfarroba! E sabem para que serve? Para dar aos porcos."

Deus deu-nos liberdade, para Lhe dizermos sim e não. E de facto, por vezes, constato, umas vezes na primeira pessoa, outras na terceira, que somos capazes de só pensarmos em nós (egoísmo), entre outras coisas. Também vejo que somos capazes de ser honrados, de termos valores.

Naquele momento, o Padre lembrou-me de que também podemos ser Filhos de Deus! Hoje, guardo a alfarroba, e lembro-me que tenho misérias e que também posso comportar-me como um porco. Lembro que tenho as minhas lutas, para me aproximar do Modelo, que é Ele e lembro-me desta grande verdade: sou, somos Filhos de Deus, que tem muita dignidade.

Deus nos encha de bençãos e graças ao longo deste 2010
PBP

sábado, 2 de janeiro de 2010

Parar para arrancar

Ontem, dia 1, foi o primeiro de 365 dias que agora começam. Na Igreja Católica este dia é consagrado a uma mulher que nos é muito querida: Maria. Maria foi a mulher que concebeu no seu seio Jesus, o Filho de Deus. Reza a história bíblica que esta mulher, na altura uma rapariga, estava noiva de José. Reza ainda a história que um Anjo lhe apareceu e lhe disse que daria à luz um Filho, Jesus, o Filho de Deus. E a virgem, de nome Maria, perguntou ao Anjo como poderia ser isso, uma vez que ela 'não conhecia homem'. "Maria, confia. A Deus nada é impossível". E então veio o 'Sim'.

Maria faz-me pensar. Faz-me pensar na matéria de que são feitas as minhas decisões. Faz-me pensar na matéria de que são feitos a minha motivação e o meu empenho. Faz-me sobretudo pensar de que matéria me deixo a mim, em cada dia (hora, minuto, segundo) da minha vida, ir sendo feita. E pensar neste início de Ano em Maria fez-me entender: o caminho para tornar este novo ano feliz está menos em listas de projectos ou tácticas de eficácia em série e mais, muito mais, na minha entrega ao desejo de amar sem limites tudo aquilo em que estiver. Afinal o segredo de um Ano Feliz não tem que ver com marés de sortes ou passas comidas à meia-noite. A matéria a desejar é o Amor. E o segredo da Felicidade é um 'Sim' concreto e possível, dito com confiança a cada passo que dou.

"Se fazes a paz, fá-la por amor. Se te lamentas, lamenta-te por amor. Se corriges, corrige por amor. Se perdoas, perdoa por amor... procura que o amor crie raízes na tua alma. Dessa raiz, só pode nascer o bem." (Santo Agostinho, Comentário ao Evangelho de S. João 7, 8)

Desejo a cada um de vocês um Ano Novo de Amor e entrega sem limites... um Novo Ano verdadeiramente Feliz :)

RCC

1 de Janeiro

Uma acção inspirada por Deus sempre comporta em si mesma uma profunda beleza. Há acções vãs que nos fascinam como jóias brilhando com a luz que reflectem. Mas a profunda beleza está naquela e naquele que levam Deus consigo, pois brilham como farol na escuridão, com a sua própria luz, ajudando os irmãos marinheiros a evitar perigos e a chegar ao bom porto. O seu brilho vem de dentro porque a bondade que Deus lhes inspira é profunda, não superficial. Estas acções tornam-nos melhores pessoas e, quando há o hábito da sua repetição, a elas lhes chamamos "virtudes".

AVC

sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

Parar Para Pensar

Quando leio frases como " Só Deus basta!" ou "Eu não corro para o primeiro, mas para o último lugar." de Santa Teresinha, fico a pensar. Creio que a felicidade está muito acessível a cada um de nós. Sem dúvida que ter um palácio de ouro ou comer seja o que for todos os dias, é algo atraente. Mas pergunto como seria se assim fosse!? Pergunto ainda como olharia para trás para esses eventuais tempos em que teria tudo, e se calhar, na verdade, não tinha nada. Já vi, por experiência, que a felicidade está mais presente naquilo que estabelecemos com os outros do que propriamente nas coisas materiais. Creio que a felicidade existe quando amamos o próximo. Essa é uma lição com que por vezes me deparo. E este Deus nosso, desceu à Terra, ... por causa de nós. Veio para nos salvar do pecado, para nos fazer Filhos de Deus, veio por amor. E de facto, sabe bem ter um amigo, mas ter alguém que nos ama, que apesar de muitas vezes O esquecermos nas nossas vidas, e Ele ainda ter o "desejo de nos encher e encher-nos cada vez mais", é...brutal! Com este blog, certamente que me lembrarei mais deste "Deus escondido", que não se impoe na minha vida, que me deu a vida e que me deseja mais do que alguém me pode desejar. Espero que este blog seja útil para cada um de nós. PBP

Caro Leitor,

O motivo que me levou a aceitar este desafio tem um nome: Amizade. A amizade pelo fundador-mor e pelo “Pi”. A minha relação com Deus pode ser descrita numa frase: “Temos Amigos em Comum”. A frase em si, para além da sua vulgaridade intrínseca, pretende demonstrar o afastamento, em termos de fé, e a crença, nos amigos em comum, que ainda existe na minha relação para com Ele. Como tal, o objectivo a que me proponho consistirá, fundamentalmente, numa reaproximação a Deus a fim de recuperar alguma Fé, no sentido futuro de alterar a frase acima, para: “Somos Amigos”. TP

Olá leitor/a! Eu não sei quem és, então desculpa-me o atrevimento, e estar-te a tratar por tu. Talvez se nos cruzassemos aí numa rua nunca chegássemos a conversar, talvez a minha timidez nunca me deixasse meter conversa. Já que estamos num blog, vou aproveitar para me apresentar: Eu chamo-me (i.e, as pessoas é que me chamam, eu sei sempre onde estou) Rosário, já quase completei 22 anos e sou estudante. Assim sendo, gosto de aprender, e gosto sobretudo quando aquilo que aprendo tem o brilho típico das coisas de Deus. São essas as coisas que vou procurar neste espaço virtual. Sou católica, e para mim isso quer dizer que a vida é uma peregrinação (e o Céu é a meta!). Ainda há muito para andar, e estas andanças são mais fáceis quando vamos bem acompanhados. Eu estou bem acompanhada neste blog, pelos autores e pelos leitores! Estou para aqui a escrever, e assim espero ficar durante 2010, porque descobri um Tesouro. Não O descobri totalmente, não O percebo totalmente, mas esses brilhos que vou vendo, quero partilhá-los com vocês! Por isso, até muito breve! MRB

Tenho 15 anos, sou de Lisboa e estou no Ensino Secundário a estudar Economia. Já tive dois grupos de jovens durante um ano cada um, ando na Catequese desda 1ª Classe e vou fazer este ano o Crisma. Aceitei esta proposta por duas razões importantes, a primeira é para poder espalhar a mensagem de Deus assim como Ele nos pediu e a segunda é para que a minha Fé possa crescer. Espero estar à altura da responsabilidade e também chegar ao máximo de leitores possíveis. MDC

Importante proyecto: me encanta. Tengo en mente ya muchos posts con los que voy a colaborar seguramente. CMM

Pêpêpê – Parar Para Pensar. Parar? Mas está tudo doido? Não temos tempo para parar: a vida corre desvairada, muito que fazer, tanto que pensar... é, mas acho que pensar não se faz a correr. Pensar é coisa para levar com calma alentejana. “Cabecinha pensadoura...”, quem não se lembra dos três reformados dos Malucos do Riso? É bom deixar uma brecha de tempo aberta nos nossos dias, pequena, ao fim do dia, que dê para descansar, relaxar. Este é o sítio ideal para si, para ti, para mim, nós. Um blog que fala de Deus. Somos 7 amigos muito diferentes, e começamos hoje um caminho juntos, consigo, tigo. O destino é o Céu, e o comboio parte agora, embora se possa entrar e ser bem-vinda/o em qualquer dos apeadeiros onde passamos. Acha que lhe estamos a dar música? Pois aqui a música não é do iPod, nem da Rádio, nem da TV, não. Isso temos a potes ao longo do dia. A música que escolhemos foi o silêncio. What?! Mas que cru! Shhh..., por favor espere, pare. Dê-nos uma hipótese e verá como vai ser bom. No fim de contas, se se sentir bem ou positivamente desafiada/o com este blog, o mérito é partilhado por nós, mas por causa de Deus. É de Deus que o “Parar Para Pensar” se trata, e isso é o que importa. Ver como Deus nos ama infinitamente e vale a pena conhecê-Lo e amá-Lo. Amar a Deus no próximo, em nós próprios, no que fazemos, como o fazemos. Bom 2010! AVC

É uma honra e um desafio poder fazer parte de um projecto como este, e é com entusiasmo que me proponho a fazer parte dele com todos vocês. RCC