quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

13 de Janeiro

Funcionalidade. Café para tratar de uma reunião, almoço para falar de questões importantes, passeio à beira-rio porque 'já não nos vemos há imenso tempo e como gosto de ti quero contar-te as novidades'. Às vezes sinto que o tempo (ou a falta dele) espartilham as minhas relações em compromissos nos quais se misturam prazer, 'neg-ócios' e 'pré-suposições' aprendidas de como as amizades devem funcionar. Esta teia de rotina e automatismo é tão envolvente que só quando um Padre amigo me falou nisto é que me dei conta: a minha relação com Deus - e com Jesus - caiu neste mesmo esquema. "Eu quero ter a força de vontade de rezar todos os dias, porque sei que isso me ajuda a ter mais Deus no meu dia". "Hoje preciso de rezar porque o meu dia foi confuso e preciso de ordenar as minhas emoções". Preciso, quero, para isto, para aquilo. O para quê, que deixou de ser uma ajuda para me orientar e acabou por dominar e controlar e absorver tudo o que faço.

Depois do comentário deste Padre amigo tenho percebido que sinto, muito mais vezes do que me tinha apercebido, esta necessidade de parar de analisar e dissecar todas as coisas, sentar-me em silêncio e simplesmente estar. Contemplar, apreciar. Então hoje quero, à semelhança do que tem sido, de quando em quando, o meu exercício dos últimos tempos, partilhar aqui uma oração e uma música... para parar e saborear, com Deus.

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Abandona por um momento as tuas ocupações,
alheia-te um pouco dos teus pensamentos tumultuosos.
Deixa agora os afazeres pesados,
põe de lado as tarefas laboriosas.
Dedica-te a Deus por um instante e repousa n'Ele.

Entra no aposento do teu espírito,
varre dele todas as coisas, excepto Deus
e tudo quanto possa ajudar-te a procurá-Lo,
e, fechada a porta, procura-O.

Diz agora, ó meu coração
todo inteiro, diz agora a Deus:
"Eu procuro o teu rosto,
O teu rosto, ó Senhor, eu procuro."

Sto. Anselmo dÁosta


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RCC

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